domingo, 19 de abril de 2015

A família que cruza o caminho de um motorista alcoolizado provavelmente não chegará ao seu destino





A família que cruza o caminho de um motorista alcoolizado provavelmente não chegará ao seu destino

Ontem eu tive a infeliz oportunidade de presenciar um acidente de carro no qual um “marginal” (porque pra mim, quem dirige alcoolizado assume o risco de matar e por isto é um marginal, um traste que não serve para viver em sociedade!) alcoolizado dirigia em alta velocidade e num contorno bateu com tudo na lateral de um carro que conduzia uma família.
O imbecil alcoolizado “só pra variar”, dirigia um carro de luxo com todos os apetrechos de segurança possíveis e por isto não se feriu!
A família inocente, composta por pai, mãe e duas crianças com idade entre seis e doze anos estavam num carro simples e sem muitos recursos de segurança. O carro foi atingido em cheio na lateral do carro onde as crianças estavam.
Quando o SAMU chegou às crianças estavam desacordadas, o pai sem sentir as pernas e a mãe tentando ver o que tinha acontecido com todos eles, ela era a única que estava aparentemente bem. E sabe o que o imbecil embriagado estava fazendo?
Ele estava tentando culpar a todos pela batida, apontando para todos os carros e dizendo que eles é que haviam batido no carro dele. Sinceramente, eu não conhecia a família que foi atingida, mas vendo o total desrespeito e embriagues do camarada fica muito difícil segurar a onda e não ter vontade de simplesmente bater nele até ele aprender a respeitar a vida dos outros.
Sabe, a vida seria bem melhor se quando acontecesse uma coisa dessas, apenas o responsável pelo acidente sofresse as consequências, se apenas o bêbado safado se ferrasse em seus lindos e possantes veículos, mas infelizmente a vida não é como a gente deseja e famílias inteiras são mortas diariamente porque gente imbecil não tem a punição que realmente merece.
Eu tenho duas lindas filhas e por coincidência na mesma idade das crianças que vi no acidente e muitas vezes saímos no sábado para ir ao supermercado ou ao shopping, assim como aquela família talvez estivesse fazendo. É muito duro saber que no caminho encontraram um ser tão desprezível como aquele, que numa fração de segundos destruiu o carro, à noite e rogo a Deus que não mais do que isto e que toda a família possa sair sem maiores sequelas do que o susto de viver tão terrível experiência.
No Facebook há uma página voltada para este assunto, para a punição de crimes de trânsito, que como todos os outros crimes que acontecem aqui no Brasil não possuem a punição que deveriam ter.
Entrem na página e juntem-se a todos aqueles que lutam por uma vida mais justa, onde a violência no trânsito seja punida como ela realmente merece. Onde vidas valham mais do que meras cestas básicas um punhado de dinheiro, pois é isto que valemos hoje.
Luciene Linhares
19 de Abril de 2015

domingo, 22 de março de 2015

Toda forma de amar é válida





Toda forma de amar é válida

Tenho visto nos últimos dia uma verdadeira revolução nas redes sociais em prol da “moral e dos bons costumes”, pessoas de diversas religiões e classes sociais criticando ferozmente a cena de uma novela da rede globo na qual duas senhoras protagonizam um beijo gay.
Os argumentos utilizados para denegrir a cena são desde a “argumentação de que estão dando um “mal” exemplo para as crianças até o de que é uma afronta para a sociedade como um todo”.
Não sou defensora da rede globo e pra falar bem a verdade, eu raramente assisto TV, pois meu tempo é limitadíssimo e eu o utilizo para coisas que são importantes para mim, mas posso como todos, expor a minha opinião sobre o respectivo assunto. Em primeiro lugar, a respectiva novela exibe conforme a lei lhe é imposta, que advirta o telespectador sobre a classificação de idade, então se você pai, não consegue impor ao seu filho o que ele deve ou não assistir, ninguém mais o fará.
Em segundo lugar, é muita hipocrisia criticar um ato de carinho entre duas pessoas, apenas porque são do mesmo sexo. Ainda mais dizer que isto é uma afronta para a sociedade!
Diariamente, assistimos calmamente o noticiário informar sobre assaltos, assassinatos e estupros realizados por “menores”, “criancinhas” que não podem responder pelos seus atos, mas ninguém vai para as redes sociais criticar ou pedir uma solução para isto, afinal, “isto não é uma afronta para a sociedade”...
E tem mais, a hipocrisia é um mal que nos cega!
Às vezes, as pessoas sentem prazer em denegrir a imagem do outro pra tirar seus próprios erros do foco.
Enquanto vocês entram nas redes sociais para julgar e condenar um beijo gay de duas senhoras que se respeitam, seus maridos podem está aos beijos com “um colega de trabalho”, “um amigo” ou até mesmo com um cara que ele conheceu no bar.
É isso aí! Enquanto vocês julgam um relacionamento pelo simples fato de que as duas pessoas são do mesmo sexo, existe INÚMEROS relacionamentos “héteros” pautados na conveniência, na hipocrisia, na infidelidade e no desrespeito como um todo.
O que faz uma relação ser digna e bela, não é o fato dela ser hétero ou homoafetiva, mas o respeito que existe entre as pessoas envolvidas. E de respeito ao próximo, o nosso mundão está carente!
Luciene Linhares
22 de Março de 2015





segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Você é aquilo que veste?






Você é aquilo que veste?

Sabe aquele ditado que diz: “Você é aquilo que você come”...
Eu o parafrasearia assim: “Você é aquilo que veste” (ou pelo menos faz os outros acreditarem que você é aquilo que veste)!
Semana passada o meu celular bipou às 23 horas e quando fui olhar a mensagem no whatsapp era de um número desconhecido e na foto uma pessoa aparentando cerca de 22 anos se exibia numa pose e trajes pra lá de sensuais.
Fiquei apreensiva por ter recebido uma mensagem de uma desconhecida e ainda por cima naqueles trajes, visto que meu telefone é restrito aos meus familiares e amigos.
Mesmo apreensiva, respondi a mensagem questionando quem era a autora da mensagem.
E para minha surpresa a dona do perfil e consequentemente da foto era uma menina de dez anos de idade, filha de uma colega minha!
Gente, longe de mim bancar a puritana, mas tudo tem um limite!
O que estão fazendo com as crianças é um mal tremendo! Eu sou mãe e sei bem como é ter filhas nesta fase! Inúmeras vezes já vi minha filha chorar por eu não ter permitido que ela comprasse uma determinada roupa por não achar conveniente, as lojas dispõem de roupas cada vez mais curtas, justas e sensuais para crianças cada vez mais novas. Cabe a nós pais saber o que deve e o que não deve ser usado pelos nossos filhos.
Eu sei, você deve está achando que eu estou exagerando e que as coisas não são assim, afinal, é só uma roupa... Mas, não é só uma roupa!
Acreditem!
Se você permite que sua criança use uma roupa sensual, é esta a imagem que ela vai construir para ela. A erotização da criança é um mal silencioso e traiçoeiro.
Tudo tem o seu tempo certo para acontecer, atropelar as etapas é garantia de tropeço.
Não é nada “bonitinho” ver a menina de onze anos grávida! Mas, se você permite que ela se vista como uma “mulher” é assim que ela vai se sentir e é assim que vai reagir.
As crianças não possuem a noção do perigo que estão se envolvendo quando se vestem como mulheres (e por vezes vulgares) elas não possuem seu senso analítico amadurecido o suficiente para perceber os erros que NÓS PAIS temos o dever de perceber.
Um “NÃO” no momento certo é a melhor declaração de amor que você pode dar ao seu filho, pois o “NÃO” ajuda a construir o caráter.
Com certeza você irar ouvir de seu filho a seguinte frase: “Mas, a mãe da minha coleguinha de escola deixa ela usar salto agulha e roupas curtas e sexi!”...
Mas, cabe a NÓS PAIS fazermos a diferença, cumprindo com a nossa obrigação como pais. Não devemos tomar para nós a responsabilidade dos outros pais e não temos também o direito de nos metermos na educação dos outros pais ( a menos que nos seja perguntado), mas temos a obrigação de cumprir com a nossa.
Tenho certeza que o desejo maior de quem tem filhos, é vê-los saudáveis e felizes. Conscientizá-los de que a vida deve ser vivida no seu tempo determinado é uma forma eficaz de encaminhá-los para a doce alegria de viver um dia de cada vez.

Luciene Linhares
16 de Fevereiro de 2015

sábado, 24 de janeiro de 2015

A cada cabeça a sua sentença





A cada cabeça a sua sentença



Tenho duas irmãs e uma mãe super durona amorosa (isto mesmo, ela é durona na hora de ensinar, mas amorosa ao extremo com as suas crias) que nos guiou pela vida sempre mostrando o melhor caminho.

Devo a minha mãe muito do que sou como pessoa e principalmente a paixão pela educação (sou daquelas que ainda acreditam que a educação é o caminho para tornar uma pessoa melhor, um mundo melhor). Minha mãe pegava no nosso pé para que estudássemos, nos acompanhava nas reuniões escolares, acompanhava nosso desempenho e nos falava do valor que a educação possui.

Mesmo não possuindo uma escolaridade superior devido ao trabalho duro que enfrentava para nos criar, ela não dava moleza com a nossa educação. Uma das coisas que ela também não permitia era que nós nos envolvêssemos com namorados na escola, pois isto iria nos atrapalhar nos estudos.

Ela dizia que se a gente arrumasse namorado na escola, ela iria até lá e nos daria uma surra na frente de todos os colegas de classe.

Minhas irmãs e eu nunca arrumamos namorados na escola até minha mãe permitir o namoro em casa, não que não aparecesse uns pretendentes, mas porque tínhamos a certeza absoluta de que se fizéssemos isso, a surra estava garantida. E ninguém queria pagar este mico na escola!

Isto pode parecer uma coisa boba, mas para nós fez toda a diferença. Cumprimos as regras impostas pela nossa mãe e tivemos um futuro bem mais tranquilo. Cursamos faculdade, nos envolvemos no momento certo, não tivemos filhos antes dos quinze...

Como todos nós sabemos, há alguns dias um brasileiro foi condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas e isto gerou uma série de discussões nas redes sociais. As opiniões se dividiam entre os que eram a favor e contra a pena de morte, então quero aqui publicamente expressar a minha opinião.

Eu sou a favor da pena de morte para todos aqueles que assumirem o risco de enfrenta-la!

Expressei também minha opinião no meu perfil do facebook e fui questionada sobre qual seria a minha opinião se no lugar de Marco Archer (o traficante que morreu por infringir as leis da Indonésia) estivesse um parente próximo meu, e aqui vai a minha resposta:

Mesmo que fosse um parente muito próximo, obviamente que eu iria sofrer, visto os laços que me ligariam ao mesmo, mas manteria a minha convicção de que as pessoas devem sempre pagar pelo que cometem, independente de qualquer coisa.

Se o mala do Marco Archer tivesse conseguido a liberdade, estaria contando vitória sobre o erro que cometeu. E com toda certeza, não hesitaria em cometer o mesmo erro na primeira oportunidade que tivesse, porque estaria fortemente amparado pela certeza da impunidade.

Ele iria traficar e o seu erro refletiria na vida de milhares de pessoas que têm as suas vidas destruídas pelo vício da droga e consequentemente da violência.

Gente, regras existem porque precisamos delas para sobreviver da melhor forma!

A Indonésia tem suas leis (regras) e não é porque o “bichinho” é um brasileiro (terra de gente sem lei) que ele tem que estar acima do bem e do mal. Ele sabia do risco e assumiu, então nada mais justo do que arcar com as consequências, como o fez (mesmo sem querer).

A morte é sim o único remédio para alguns males que assolam a nossa sociedade. Porque não venham me dizer que um cara que estupra e mata uma criança indefesa é digno de pena e “segunda chance”, porque NÃO É!

Defendo a pena de morte para alguns crimes e também defendo o direito de cada país manter suas próprias regras valendo, independente da nacionalidade do infrator, visto que ao entrar naquele país o mesmo deve ter consciência de que deverá cumprir com as regras do lugar.

Luciene Linhares

24 de Janeiro de 2015