sábado, 18 de março de 2017

Depressão... ISTO TAMBÉM VAI PASSAR!



Depressão... ISTO TAMBÉM VAI PASSAR!



Eu já tive depressão, acreditem, não é algo fácil sequer de descrever, pois sentimos tanto e ao mesmo tempo não sentimos nada. Sentimos tantas dores e focamos tanto nelas que esquecemos os doces sabores que a vida proporciona através dos amigos e familiares que tentam desesperadamente nos erguer.
A força que nos puxa para o chão é tão forte que muitas vezes não nos permite sequer sair da cama, ficamos cegos, surdos e às vezes mudos. Nos isolamos e tudo que mais desejamos é simplesmente desaparecer, deixar de existir. A verdade é que não odiamos a vida, mas dor que nos dilacera e mata lentamente.
A dor da alma reflete no corpo, enfraquecendo-o e deixando-o cada vez mais propenso a desistir. Os motivos que nos conduzem a este labirinto infindável de dor é extremamente complexo, pois envolve desde distúrbios físicos, emocionais e espirituais.
Cada pessoa tem seu próprio gatilho para a depressão, algo que a faz surgir e se não houver socorro a tempo, isso evolui de forma devastadora.
Conheci uma moça muito jovem que entrou em estado depressivo e os pais buscaram ajuda espiritual para tentar curá-la, pessoas de diversas religiões visitaram a casa desta jovem com orações e rituais diversos, mas seu estado só piorava.
O que começou com um estado de tristeza, evoluiu para surtos violentos e aos poucos ela foi perdendo o contato com a realidade que a circundava. Quando finalmente os pais perceberam o erro cometido e a levaram para um tratamento médico, não havia mais volta, ela tinha perdido o contato com a realidade num surto que já dura muitos anos. Hoje ela vive em estado quase que vegetativo, sedada e sem reações, segue vivendo sem viver.
Não tiro de forma alguma o mérito das orações e rituais religiosos que buscam de sua forma trazer um pouco de paz para almas sedentas, mas devemos ter consciência de há por traz desta doença maldita, distúrbios biológicos que devem ser considerados e tratados convenientemente.
Resgatar uma pessoa do buraco da depressão não é fácil, mas ignorar a doença e tentar dar sermão dizendo que ela não tem motivos para ficar triste ou que a vida dela é maravilhosa e ela está sendo ingrata ficando infeliz é de uma insensibilidade e ignorância gigantesca.
Uma pessoa com depressão não precisa de sermões e julgamentos, pois ela mesma já faz este trabalho de forma abusiva e distorcida. Então, se ama alguém com depressão, acolha e faça-o sentir amado. Não julgue, entenda! Entenda que o que a pessoa sente é doloroso e verdadeiro para ela, mesmo que aos seus olhos seja apenas bobagem.
Aprenda a ouvir sem julgar.
Aprenda a ouvir sem falar (essa é a parte mais difícil, porque você com certeza vai discordar).
Aprenda a estar presente. (Você não faz ideia do quanto é reconfortante saber que alguém te entende e está do seu lado, mesmo que você esteja meio fora de si).
Abraçe! (Um abraço caloroso é um porto seguro para quem está perdido num mundo de sentimentos confusos).
Respeite a filosofia de vida do depressivo e em HIPÓTESE ALGUMA diga que ele tá triste porque não faz parte deste ou daquele grupo religioso.
RELIGIÃO NÃO CURA DEPRESSÃO! Acompanhamento terapêutico, psicológico e emocional, SIM!
A vida do depressivo é amarga, então sejamos doces para com eles. Tenham doçura nas palavras, nas ações e até na culinária (um bolinho de chocolate ou de laranja numa visita para o chá faz um bem danado).
Este texto é para dois amigos que perderam seus amores e se encontram em depressão!
Saibam que podem contar comigo, sei como se sentem e estou na torcida para vê-los florescer em breve, porque o inverno da alma não dura pra sempre, aguentemos firmes até a próxima primavera!
Abraço Fraterno
Luciene Linhares
18 de Março de 2017




segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A felicidade que você não possui




A felicidade que você não possui

Eu conheço algumas pessoas que fazem de suas redes sociais verdadeiros picadeiros de circos, palcos de uma peça interminável. Criam em seus perfis personagens que não consigo entender ao certo se é uma idealização ou uma forma ridícula de mostrar para o “outro” que está feliz a todo custo.
Dentre estas inúmeras pessoas que fazem uso das redes para mostrar o que não são, eu tive a oportunidade de ter uma conversa e perguntar o porquê de tantas frases e fotos que não condiziam com a realidade vivida a fundo e ela me falou que era para “os outros” verem que ela estava feliz.
Segundo ela, uma colega do trabalho implicava com ela e por esse motivo ela via a necessidade de SEMPRE estar bem na rede. Mesmo com tudo desabando, ela arrotava uma felicidade inexistente.
Gente, não é difícil de enxergar este tipo de comportamento nas redes sociais! Se você parar para prestar atenção em seus amigos virtuais verá que muitos não vivem, vegetam num mundo paralelo de mentiras e ilusões que conduzirão a uma solidão cada vez mais avassaladora.
Tem a galera do “felizes para sempre”, a galera do “pego mas, não me apego”, a galera da “família feliz de comercial de margarina” e a galera do “eu posso tudo que quero”. E por aí vai os personagens e seus espetáculos próprios e diários.
E ainda tem os sem noção que acham pouco dizer que tá “FELIZ”, então marcam todos os amigos que a paciência conseguir suportar no processo.
Poucos são os que conseguem manter o mínimo de sinceridade por trás da tela e menos ainda, os que se abstém deste vício de dar satisfação de tudo que faz ou deixa de fazer.
A começar pela moça que confidenciou o seu motivo de “expor uma felicidade que não sente na rede para atingir a colega de trabalho:
- Acorde! Viva para você! O fato de expor a vida que você não vive só a fará mais infeliz por ver que a realidade está cada vez mais distante da ilusão que você cria nas redes sociais. E provavelmente, sua colega de trabalho sabe mais de sua vida do que você pode imaginar, visto que suas reações e atitudes pessoais falam MUITO mais do que as mentiras lançadas.
Viver é uma tarefa simples para quem toma para si apenas o fardo de seus dias, mas se torna uma tortura infindável para quem vive para os outros.
A vida é única e NOSSA, absolutamente nossa, completamente nossa e de mais ninguém! E por este motivo devemos ter cuidado com quem a compartilhamos e o que compartilhamos.
Curta a vida e a compartilhe com os que você ama. Vivemos mais intensamente quando estamos off-line, longe da opinião alheia!

Luciene Linhares

09 de Janeiro de 2017

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Não cobre o que você não fornece!


As pessoas se acham no direito de exigir o que não doam, sentimentos são conquistas árduas, não presentes baratos ( no sentido figurativo e literal).

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

NÃO ABORTE O DIREITO DE UMA MULHER



NÃO ABORTE O DIREITO DE UMA MULHER

EU SOU A FAVOR DA DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO!
Eu conheço a alma humana o suficiente para saber que esta minha afirmação irar levantar muitos questionamentos sobre quem sou e o que penso! E eu me importo com isso sim, mas corro o risco porque acredito que todos os meus textos são convites a um diálogo aberto e sem hipocrisias.
Sim! Eu tenho duas filhas!
Não! Eu não programei nenhuma das gestações!
E ambas me custaram um preço altíssimo! (É a partir deste ponto que convido a todos que se dispuserem a ler este texto, que o faço com o mínimo de bom senso e empatia).
Eu nasci num lar pobre, estudei em escolas públicas e com muito esforço, estudando em casa, consegui passar para uma boa Universidade. Junto com o resultado do vestibular veio o resultado de um exame de ultrassom para uma gravidez da qual eu não esperava.
Eu tinha ido sozinha ao consultório e quando o médico falou que eu estava grávida, fiquei em choque. Demorei um tempo para conseguir me mexer e sair da cama. Ele percebeu e pediu para a secretária trazer água e delicadamente perguntou se eu era casada e quando falei que não, ele sentou-se ao meu lado e tentou me dizer os riscos de um aborto e que o melhor que eu tinha a fazer era ter a criança.
Minha mãe era uma mulher muito dura, ela sempre nos acompanhou e sonhava para nós uma faculdade e um futuro melhor. Gravidez fora do casamento para ela, era o fim!
Eu estava desempregada, vivendo na casa de meus pais e sem a mínima condição psicológica de criar um filho, pois foi algo que NUNCA desejei.
Eu NUNCA desejei um filho, porque ao contrário do que muitas imaginam, uma criança requer inúmeros cuidados e abdicações. Eu sabia disso antes mesmo de ser mãe, porque eu observava as outras mães.
Até hoje não lembro como voltei para casa depois que sai do consultório, mas lembro que passei o resto da tarde dentro do meu quarto, imaginando o que fazer.
A noite, quando meu namorado chegou, conversamos e nos restava duas alternativas. O aborto ou enfrentar toda a situação para criar o filho que estava no meu ventre. Ele também tinha passado no vestibular e tinha outros planos para a sua vida, então, falou com uma enfermeira que ele conhecia e por 60 reais a mulher disse que conseguiria uma medicação suficiente para induzir ao aborto.
Novamente voltei para o meu quarto e ponderei os prós e os contra sobre o aborto, lembrei que há seis meses, a irmã de uma amiga tinha morrido devido uma hemorragia após utilizar a mesma medicação para aborto.
Decidi ter a criança, nos casamos no mês seguinte e tocamos nossas vidas com muita dificuldade.
Quando minha mãe soube ela ficou triste e com raiva de mim. Eu era citada como exemplo ruim para as outras: “Você não vai para a festa. Não vai fazer como a sua irmã...”
Ninguém quis faz ideia do quanto foi difícil abrir mão do sonho de fazer um curso superior para viver uma vida regrada e com muitas dificuldades.
Fizemos o filho JUNTOS, mas apenas A MINHA VIDA PAROU! O meu marido continuou trabalhando, terminou o curso na universidade e seguiu sem maiores obstáculos.
Eu fiquei em casa, lavando, passando, cozinhando e tomando conta de nossa filha.
Perdi as contas de quantas noites perdi cuidando dela. Foram noites inteiras, sentada ao lado do berço ou da cama, vigiando seu sono enquanto ardia em febre. Foram inúmeras idas e vindas ao médico.
A verdadeira dor é a dor de um filho, vê um filho sofrer é o pior sentimento que podemos suportar. Um acesso a um soro nos custa uma angústia sem tamanho. Quem é mãe, sabe do que estou falando.
Quando o filho cresce, vem outras preocupações e todas elas são geralmente jogadas para a mãe. Quando o filho vai mal na escola ou é mal educado na sociedade, logo, julgam a mãe. “Esta criatura não tem mãe?”
Eu amo profundamente as minhas filhas, mas assumo que paguei um preço alto demais por elas. Eu abri mão de muitos dos meus sonhos por elas. Tive que traçar novas rotas pra não me perder nesta vida.
Só quem pagou o meu preço, sabe do que estou falando, então, é muito triste ver tantos “discursos” hipócritas e machistas nas redes sociais atacando as mulheres que desejam ter o direito sobre o seu próprio corpo.
É mais ridículo e hipócrita ainda, ver que as próprias mulheres acusam a sua classe como única “culpada” de uma concepção “indesejada”!
As frases “se não quer ter filho, fecha as pernas” é uma aberração a inteligência!
Vocês realmente acham que a culpa é unicamente da mulher?
É muito fácil tocar um teclado para emanar ódio e julgamentos desnecessários, difícil é tocar uma alma com gentileza e empatia suficiente para tentar entender o que o outro está sentido, o que o fez decidir por um aborto, por exemplo!
Deixa eu passar uma real para você que é uma fiel defensora da vida que está no ventre: Esta “vida” é de inteira responsabilidade de quem a carrega e por este motivo cabe apenas a mesma decidir por levar ou não a gravidez até o final.
Mais uma real, só de brinde:
Nem todo mundo tem o mesmo conforto financeiro, psicológico ou familiar capacitado para receber de braços abertos uma gravidez indesejada!
Há pessoas que sequer possuem o que comer!
Há pessoas que possuem outros sonhos!
Há homens rudes que não usam preservativos!
Há mulheres com intolerância aos anticoncepcionais!
Há pessoas que não querem a responsabilidade de filhos!
Para fazer uma laqueadura a mulher precisa, entre muitos pré-requisitos, a assinatura do marido, autorizando o procedimento. (E todos nós sabemos que há homens que são cavalos e não autorizam o procedimento).
E todas elas fazem SEXO! E como todos nós sabemos, há a necessidade de um homem e uma mulher para que haja a concepção de um filho. Então, vos pergunto: Porque apenas as mulheres são responsabilizadas pela concepção?
Porque são tão julgadas por tentar obter um direito básico: o direito de decidir quanto ao seu próprio corpo?
Você que defende o direito a vida, poderia começar pela vida da mulher, que é a geradora da vida, dando-lhe o direito de dar vida apenas no momento em que se sentir preparada para isso!
Luciene Linhares

06 de Dezembro de 2016

domingo, 2 de outubro de 2016

Apenas tenha fé

Apenas tenha fé



 



Há exatos dois finais de semana eu fui visitar a Pedra de Santo Antônio que fica localizado no município de Fagundes na Paraíba. O lugar é simplesmente lindo! Um presente para os olhos e para a alma.
O lugar é de acesso fácil, até o meu avô que tem noventa e seis anos foi conosco e adorou! Levamos lanches e fizemos um pique nique em família, depois cada um buscou um cantinho que lhe tocava melhor a alma para meditar, acender velas e quem sabe fazer pedidos...
É uma área ampla com uma vista de tirar o fôlego, lá tem muitas pedras. Uma delas carrega uma lenda de que “se alguém conseguir passar pela pequena abertura entre elas, consegue se casar em breve” (acredito que quase ninguém cogite passar por essa fenda hoje em dia, não só pelo risco de ficar entalado, como também pelo fato de que casar já não é objeto de desejo da maioria! Risos). Tem também uma capelinha, lugares para acender velas e um pequeno quartinho com um nome escrito na parede branca: PAGADOR DAS PROMESSAS.
É sobre esse quartinho que quero falar hoje!
Eu passei um bom tempo olhando e fotografando as coisas que vi lá dentro do PAGADOR DAS PROMESSAS. Havia muitas coisas mesmo! Violão, bonecas, carrinhos, várias réplicas de mãos, pés, pernas, braços, cavalos, vacas, bois, fotos de gente sozinha e de casais, roupas, andejar, cadeiras de rodas e casas.  
Acredito que se estavam ali é porque alguém acreditou o suficiente para que o milagre acontecesse. Então já parou para pensar na riqueza deste lugar?
Quantas vidas foram salvas pela fé?
Quantos sonhos se realizaram pelo simples fato de que acreditaram que eles eram possíveis!
A fé é de uma beleza extraordinária! Não importa se o seu milagre vem através de um pedido a Santo Antônio ou se no silêncio do seu quarto, mergulhado em sua dor. A sua fé é o diferencial em qualquer circunstância que você se encontre.
Somos seres diferentes, com crenças e valores diferentes. Mas, isto não impede que verdadeiros milagres sejam realizados em nossas vidas, não importa o Santo ou Divindade a qual você irar se apegar na hora da precisão, o que importa de verdade é que você acredite que o milagre é real, então, nada mais importará, pois você conseguirá o que deseja.
A fé é a força viva de Deus dentro de nós, é a chama que ilumina as nossas noites mais sombrias, por este motivo devemos alimentá-la diariamente com bondade e confiança.
Que nos permitamos viver mais milagres, pois eles nos aguardam a todo instante!
Luciene Linhares
02 de Outubro de 2016








terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sonata do desinteresse



Sonata do desinteresse

Ei, psiu!
Cá estou eu com minhas ladainhas de relacionamento de novo! Mas, que culpa eu tenho se nasci com a possibilidade de ouvir! Hehe
Brincadeiras a parte, lá vamos nós...
Vamos falar de relacionamentos, pois a vida me proporcionou várias perspectivas sobre este mesmo assunto, até brinco com as minhas amigas, dizendo que vou cursar psicanalise para poder cobrar pelo serviço de análise na mesa de minha cozinha, onde sempre paramos para tomar o café da tarde e queimar a “macharada”!
Novamente o assunto é RECIPROCIDADE!
Obviamente que por sermos seres tão distintos, possuímos características e atitudes também distintas.
Não vibramos e nem sentimos na mesma frequência que o outro, então, nada mais natural do que esta divergência se estender também para os relacionamentos amorosos.
A pessoa que está ao seu lado nem sempre responderá as investidas amorosas que você tão calorosamente dedicou para ela.
Isso a princípio cria uma pequena ranhura no sentimento de quem se dedicou e à medida que o tempo passa e o descompasso marca o compasso da relação, o que era ranhura, vira abismo. Ferida aberta, profunda e dolorida.
O tempo continua passando e como todos nós sabemos, marcando o compasso de nossos dias, sem parar sequer um segundo para que o outro entre no ritmo de nossos sentimentos. Ao final da sinfonia, a página é virada e assim, uma nova canção se inicia.
E é exatamente neste momento que você deve observar se a reciprocidade marca o compasso de sua relação, pois é detalhe que define o sucesso ou o fracasso de qualquer relação. Você jamais encontrará alguém que responda aos seus estímulos de forma sincronizada, isso não é novidade, mas, se você está ao lado de alguém que não dá a mínima para o que você tem pra dizer. Alguém que fica online por anos luz no whatsapp, mas sequer, se dá ao trabalho de te dar um “Oi”. Alguém que não se preocupa em perguntar como você está se sentindo, ou mesmo, como foi o seu dia. Alguém que só lembra que você existe quando a necessidade aperta, o desejo aparece ou a conveniência obriga...
Pule fora! Vire a página! Reescreva outra música para a sua vida. Por que ninguém precisa passar a vida inteira ouvindo o desafino de desculpas esfarrapadas.
Não existe falta de tempo ou de oportunidade, para quem realmente quer fazer parceria. O que existe é teatro de máscaras escondendo falta de vontade.
Luciene Linhares

12 de Setembro de 2016

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Mulher burra x Mulher inteligente




Mulher burra x Mulher inteligente

O título desse texto não condiz bem com o assunto que quero abordar, mas no fundo, bem lá no fundo, vocês entenderão a conexão dele com o texto em si.
Inicialmente eu pensei em colocar como título o seguinte: “Mulher burra namora mais”, mas percebi que isto poderia gerar uma série de interpretações errôneas sobre o que eu realmente quero dizer.
Uma das possíveis interpretações errôneas era a de que seria uma vantagem ser burra, pois iríamos namorar “mais”, ou que mulher inteligente é tão chata que não consegue manter-se num relacionamento, mas não é isso que eu quero dizer.
A verdade é que uma mulher inteligente consegue ler nas entrelinhas deixadas pelos cafajestes, as suas reais intenções, que na maior parte das vezes, é fazer dela um mero objeto de prazer e satisfação pessoal. E quando falo isso não me refiro apenas ao sexo, mas a vida como um todo. Tem homem que conquista uma mulher não porque a ama e deseja ser feliz ao lado dela, mas pela conveniência de ter um ser humano que eles consideram “apresentável”, algo satisfatório o suficiente para fazer a foto do Natal com a família e amigos, e nada mais.
Quando o flash da conveniência se apaga, essas mulheres são deixadas de lado até o próximo evento fotográfico surgir.  
Uma mulher inteligente não permite que o relacionamento fique acima de sua felicidade, não se põe em último lugar na escala de importância. Ela costuma ouvir a sua intuição, essa voz maravilhosa que teima em nos dizer o que nem sempre queremos ouvir.
Uma mulher inteligente sabe que uma atitude vale mais do que mil palavras, e que o perigo se esconde no silêncio do que não foi dito. Por todos estes e tantos outros motivos que eu poderia passar o dia citando, uma mulher inteligente vai repensar muito antes de se envolver com alguém, porque ela sabe que é melhor estar sozinha do que numa solidão acompanhada.
A mulher burra tem dificuldade de entender que os “Eu te amo” quase sempre querem dizer “Vou só te comer” e nessa dificuldade de entendimento ela vai se doando e se perdendo até o ponto de não se reconhecer mais. E assim ela sai pulando de relacionamento em relacionamento, buscando em cada corpo um pedaço do seu coração partido e repartido. E assim, terá muitos “namoros” pra pouca emoção.
Luciene Linhares
05 de Setembro de 2016