terça-feira, 1 de janeiro de 2019

ETAPAS DO DIVÓRCIO OU DESAMOR (COMO PREFERIR)


ETAPAS DO DIVÓRCIO OU DESAMOR (COMO PREFERIR)

No texto anterior eu falei como o amor morre diante de nossos olhos, sem que possamos fazer nada para tentar salvar, pois amor é uma mão de via dupla e obrigatoriamente faz-se necessário que as pessoas envolvidas queiram manter o amor vivo.
Segue agora algumas etapas do desmoronamento de um relacionamento:
Primeira etapa: enxergar o processo do “desamor”, é quando percebemos que aquele sentimento tão belo e ardente que nos fazia feliz, se tornou morno, distante e vazio.
Segunda etapa: tentamos nos aproximar do nosso amor, questionamos sobre o que está acontecendo e porque as coisas mudaram tanto. Questionamos a frieza, o descaso, as horas a mais no celular e a menos na cama. Questionamos os sigilos e senhas em todos os aparelhos eletrônicos e como resposta padrão ouvimos: “Você está louca! Fica imaginando coisas e me sufocando com seu ciúme doentio.”
Terceira etapa: depois de questionar com a pessoa sobre os motivos de tanta frieza, entramos na neura da busca/CULPA! A principio buscamos enlouquecidamente saber o motivo de tanta frieza e descaso recebido pela pessoa que amamos. Ficamos dias, meses e até anos, tentando enxergar onde erramos com o nosso amor. E essa busca insana segue em “quase” todas as direções. Buscamos culpa em nosso comportamento, ao deixar o parceiro de lado para cuidar dos filhos, da carreira, dos estudos ou dos afazeres domésticos. Depois, analisamos nossos próprios corpos em frente ao espelho e questionamos se a falta de atenção e amor é devido as mudanças que o tempo e os filhos deixaram. Nos diminuímos para tentar caber no mundo do outro e isso só faz piorar a situação, porque neste momento você de fato perde o amor da sua vida, O SEU AMOR PRÓPRIO!
Mas, calma!
Não é o fim!
Pelo menos não é o fim do seu AMOR PRÓPRIO!
Quarta etapa: depois de se culpar até pelo ataque as torres gêmeas no onze de setembro, tentando achar o erro para o desamor do seu amor, você vai se sentir o pior ser humano da face da terra.
Eu sei que vai se sentir assim...
Porque você não vai conseguir encontrar em você o erro e consequentemente, acerto ou fórmula mágica para trazer o encanto do amor de volta. E isso vai te deixar muito mal...
Será meio que sua fase de luto! Você vai ficar triste por ver que não há erros, mas no final de toda esta busca, será libertador!
Acredite!
Você vai finalmente enxergar que não errou!
E que a culpa não é sua pelo babaca que está ao seu lado não conseguir enxergar a mulher fabulosa que você é. Vai também perceber que não tem culpa de além dele ser um babaca, um fraco, um covarde, um completo idiota incapaz de te dizer que “ACABOU O QUE SENTIA POR VOCÊ” no momento que você o questionou inicialmente.
Ele poderia ter impedido toda a sua busca por culpas e culpados, sendo apenas honesto com ambos e pondo um ponto final no que já havia acabado, mas ele preferiu te deixar vagar pelas sombras das dúvidas e solidão acompanhada.
Ps.: Pra o texto não ficar muito longo, postarei as outras etapas do processo de divórcio em outra oportunidade.
Luciene Linhares
01 de Janeiro de 2019  

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

MIGALHAS DE AMOR




MIGALHAS DE AMOR

O amor não acaba, a gente acaba com o amor!
Essa é a realidade de muitos relacionamentos e não adianta fazer birra e tentar jogar a culpa no outro! Somos responsáveis pela morte do amor.
De repente você conhece alguém super legal. Papo vai, papo vem e quando menos espera, você está pensando nele mais do que deveria. As notificações no celular são checadas com mais frequência e ansiedade do que nunca e a decepção ao ver que a mensagem não é “daquela pessoa”, fica evidente em seu olhar, da mesma forma que o brilho se irradia pelo seu sorriso quando é a mensagem tão esperada.
Pouco a pouco vocês vão se conhecendo e se aproximando cada vez mais, quando você menos espera, essa pessoa já adentrou em sua vida de tal forma que fica difícil imaginar fazer algo sem a companhia da mesma, pois as coisas mais bobas do seu dia, já tem o toque e a leveza das piadas e brincadeiras que só os casais apaixonados conseguem manter.
Em meio a tudo isto, você percebe que se apaixonou perdidamente por esta pessoa e isso faz com que você se dedique e faça de tudo para que a relação prossiga de forma cada vez mais harmoniosa e feliz. Você dedica horas do seu dia pensando ou fazendo algo para os dois e o mínimo que espera é que o outro faça o mesmo, mas aí é que começa toda a confusão...
Somos seres completamente distintos e como tal, reagimos e sentimos de forma distinta! O que para um é de suma importância, para o outro passa totalmente despercebido. Quem mais faz, mais cobra... E quanto mais cobra, menos o outro faz. Pois, o outro não consegue enxergar com o olhar de quem tá cobrando e acha que tudo o que recebe é por mérito.
Relacionamentos é uma mão de via DUPLA!
Não adianta justificar de que são “diferentes” e que cada um tem a sua forma de expressar o amor que sente, pois amor sem “expressão” não é amor, é comodismo, desleixo, descuido. É qualquer coisa, menos amor.
Um dia alguém me disse que relacionamento é uma carroça onde os dois devem puxar no mesmo sentido, caso contrário não sairiam do lugar. Discordo desse conceito, amor não é uma carroça onde dois burros devem carregar os sentimentos como verdadeiros fardos divididos em partes iguais para que possam prosseguir pela jornada.
Amor é cura, leveza e aconchego. Quando passa a ser peso a ser dividido, deixou de ser amor e passou a ser apenas um fardo.
Obviamente que ninguém quer carregar um fardo por muito tempo e é aí que o amor começa a morrer. Mas, ele morre lentamente...
Morre em cada mensagem não visualizada ou desconsiderada.
Morre em ligações realizadas pela força do hábito e não do desejo de ouvir a voz do ser amado.
Morre nos pequenos gestos que deixam de ser feitos com a desculpa do cansaço.
Morre nas pequenas e mais bobas coisas que são deixadas para trás, mas que faziam toda a diferença no mundo do outro.
Quando o amor está morrendo, os sentidos são anestesiados, o outro passa a não enxergar as necessidades do ser amado, para de ouvir o apelo de quem ainda quer salvar o que sobrou, troca o toque da pele pelo da tela do celular, o diálogo harmonioso pela disputa de culpados e por fim, para de fazer sentido estar juntos.
Nesse processo, quem se doou, começa a recolher os seus pedaços de ilusão, que agora se revelam como desilusão. E catando o que sobrou, vai se tornando inteiro de novo. E quando isto acontece, põe um fim no sofrimento do amor que estava morrendo e que agora se libertou.
Muitos de vocês, que estão lendo este texto agora, com certeza já viveram situações como esta, em que vocês fizeram de tudo para que aquele amor tão belo fosse eterno. Mas, nem tudo acontece conforme desejamos, pois nem todos querem cultivar um amor, muitos apenas o semeiam para ver nascer e esquecem que o amor precisa ser cultivado e o deixam morrer por falta de cuidados e atenção.
E as desculpas para esse desleixo com o amor semeado no peito alheio, são muitas, entre elas:
“Você cobra demais!”
Claro que devemos sempre cobrar demais, porque não merecemos menos do que o que doamos. Nosso tempo e sentimentos são valiosos demais para serem desperdiçados por quem não sabe o que é o cultivo do amor.
Melhor sacrificar um amor que não floresce por falta de cuidados, do que viver de migalhas.

Luciene Linhares
01 de Janeiro de 2019



terça-feira, 2 de outubro de 2018

Agressão não é expressão, você não tem esse direito!



Agressão não é expressão, você não tem esse direito!

Semana passada eu estava matando o tempo no Facebook quando vi uma atitude deplorável! Uma amiga postou uma foto belíssima, na qual ela estava com maquiagem e um largo sorriso. E não é que o sorriso atraiu a mesquinhez de uma pessoa que era “amigo dela”, o amigo está entre aspas, porque a atitude dele não é nem de longe, de um colega, muito menos de um amigo!
O cara saiu de sua vidinha medíocre para insultar a moça gratuitamente! Ele expôs sua opinião grosseira, dizendo que a minha amiga estava feia na foto e como se não bastasse tanta falta de noção, ele ainda falou que as pessoas que a elogiavam na foto eram hipócritas e que ele não iria se passar por hipócrita só para agradar.
Ela gentilmente apagou o comentário do sem noção.
Ele insistiu na agressão e comentou novamente questionando o porque dela ter o apagado o comentário dele.
Ela retrucou, alegando que não precisava daquela opinião grosseira no Facebook dela.
Ele continuou na viagem para o mundo dos sem noção e disse aquele velho bordão defensor dos fracos, covardes e mal amados de plantão: “Eu tenho liberdade de expressão e no momento em que você posta nas redes sociais me dá o direito de opinar. Se não quer ouvir a opinião de ninguém, não poste nada.”
Gente, pelo amor de Deus! Como uma criatura dessas pode ter acesso a tanta informação e mesmo assim se manter tão ignorante e sem noção?
Em primeiro lugar, ela apenas postou uma foto, não fez uma enquete perguntando se estava ou não bonita. Ela não pediu a opinião de ninguém! Cabe a cada um de nós que fazemos uso de redes sociais, o mínimo de bom senso e respeito. Você não é obrigada a gostar ou admirar todo mundo, mas o respeito faz-se necessários em todas as esferas da vida, incluindo a virtual.
As pessoas se escondem em perfis fantasmas para mostrar quem realmente são. Há ainda, aqueles que não se escondem, mas revelam seu lado mais obscuro e podre sobre a forma mascarada de “verdades”, “minha opinião” ou “meu direito de expressão”.
Ao ler a sequencia de comentários deles eu não resisti, comentei em defesa de minha amiga. Confesso que fui acometida por uma raiva imensa, mas antes de lançar na rede toda a minha ira, eu dei uma fuçada no perfil do camarada e desisti de ataca-lo.
Ao olhar o perfil dele meus sentimentos foram de raiva a dó! Ele é um coitado sobre vários aspectos. Uma pessoa amargurada e infeliz. Alguém que possui uma vida medíocre, pois dedica seu tempo a destilar veneno gratuitamente.
Talvez ele prefira agredir as pessoas para ter a falsa sensação de superioridade.
Vendo o perfil dele, lembrei-me de um velho ditado que minha avó dizia... “Não vale a pena chutar cachorro morto!”. Então, guardei o meu comentário e transformei-o neste texto, que agora você está lendo.
Se você sentir uma vontade imensa de comentar (agredir) as postagens dos coleguinhas, reflita sobre sua própria vida. Veja se não está projetando no outro a infelicidade que está em você.
E se ainda assim, você ainda tá na dúvida se deve ou não comentar algo? Faça o seguinte: imagine-se no lugar de quem vai receber o seu comentário. Como se sentiria se fosse atacado gratuitamente?
E se você que está lendo, é a parte agredida, perdoa, colega! Não chute cachorro morto!
Luciene Linhares
02 de Outubro de 2018

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Não se compare




Não se compare


O simples ato de comparar já traz perda, pois no momento em que dedicamos tempo para analisar o outro, seja de forma pejorativa ou favorável, estamos no colocando num lugar que não nos é devido, o de juiz.
Isso sem falar no reflexo que as nossas conclusões trarão.
Ontem uma amiga ligou dizendo que não iria para um passeio, porque a pessoa que a acompanhava estava “muito bem vestida” e ela estava se sentindo inferior e infeliz. Não cabe a mim julgar os sentimentos dessa amiga, mas procurar entender, afinal, quem um dia não se sentiu assim, meio fora do contexto, devido a diferença de padrão social?
Quem já passou pela experiência de ser olhado de forma “atravessada” porque não se enquadrava nos “padrões”?
Nos últimos anos muita coisa mudou, mas ainda há muito preconceito e hipocrisia regendo as relações. E por mais que tentemos combater este mal, vez ou outra, nos pegamos alimentando essa fera terrível que é o preconceito. Nos diminuímos para caber em mundos pequenos!  
No momento em que paramos para fazer comparações, estamos nos diminuindo. Estamos diminuindo nossa capacidade de compreensão de valores e inteligência, pois somos criaturas ÚNICAS, e como tal, possuímos nosso próprio valor! Não somos melhores do ninguém!
Não é uma roupa ou um título que nos fará melhor ou pior do que ninguém.
 Não é a cor da pele, a marca da roupa ou a orientação sexual que fará uma pessoa melhor ou pior.
Todas essas bobagens que nos fazem querer ser “melhor” do que o outro, nos afasta de sermos quem deveríamos ser de verdade.
Eu sei que falar é fácil, e que haverá situações em que cairemos no erro da comparação, situações em que não teremos força para enxergar a beleza que há em nós, mas sei também que estes momentos de cegueira são passageiros e que no momento certo, abriremos os olhos para o que realmente importa.
Luciene Linhares
25 de Setembro de 2018 

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

No limiar da dor



No limiar da dor

Tão impossível quanto mensurar a dor alheia é determinar o tempo pelo qual ela vai permanecer. Em outro texto eu falei dos abusos que uma amiga sofria em seu relacionamento e do quanto aquilo tudo me aborrecia, mas eu não podia sentir e muito menos agir, por ela.
Não podemos carregar o fardo que pertence ao outro...
Essa é uma tarefa muito difícil de realizar quando vemos alguém sofrendo ao nosso lado, mas há coisas e situações, que apenas as pessoas envolvidas podem resolver. E para minha alegria, recebi a notícia de que ela finalmente saiu daquele relacionamento abusivo. Ela saiu no tempo dela, da forma que achou melhor e hoje está vivendo uma nova fase de sua vida, na verdade, ela finalmente está vivendo...
Eu tive o desprazer de assistir a uma sessão de xingamentos que tinha como único objetivo, minar a autoestima da minha amiga. O marido dela a fazia sentir-se como um lixo, pois só assim ela estaria no mesmo patamar ao qual ele pertence.
Trazê-la para baixo com frases do tipo: “você é muito feia!”, “você está gorda demais!”, “que mulher mais desmantelada é essa!”, “onde eu estava com a cabeça quando me casei com você?”, “você é muito burra!”; era a forma que ele tinha de manipula-la.
Fazê-la acreditar que não possuía valor, que era feia, burra e desmantelada, nada mais era, do que, uma estratégia covarde de domínio e submissão. De tanto ouvir aquilo, ela acabou acreditando! E com isto, ela achava que estar ao lado dele era a melhor coisa a ser feita, a sua melhor opção. Afinal, quem iria querer uma mulher feia, burra e desmantelada?
Os dias foram passando e a minha amiga ia se tornando aquilo que o covarde projetou nela. Ela se deixou abater e não se cuidava mais. Sua vida se resumia a trabalhar muito para manter o seu marido.  Engraçado, né?!...  Um homem tão inteligente e cheio de virtudes era incapaz de se manter financeiramente e precisava da ajuda da esposa para se bancar.
Este mesmo homem também possuía um gosto para jogos e diversões que tomavam muito do seu tempo, “impossibilitando-o de estudar e buscar algo melhor”.
Enquanto ele se divertia e a chamava de burra, ela se qualificava e crescia.
O mais intrigante é que ele a destruía com palavras ao mesmo tempo em que a acusava de traição. Se ele a considerava uma mulher tão feia, gorda e sem valor, porque tinha ataques de ciúmes?
Porque ele sabia o real valor da pessoa que estava ao lado dele. Sabia também que tinha revertido os valores para manter a vida confortável. E sabia que no dia em que ela enxergasse tudo o que ele covardemente fez, o relacionamento teria um fim e ela voltaria a viver de forma plena, enxergando no espelho a baita mulher que é. E foi isso o que aconteceu!
Eu gostaria de dizer a vocês que ela despertou de repente e que viu o lixo que ele era, mas não foi um processo tão simples assim. Ela foi enxergando aos poucos, sempre relutando para não ver a verdade, pois o medo da solidão a incomodava, o medo do desconhecido a apavorava! E sair de uma relação de anos é algo assustador mesmo!
Mas, um certo dia ela viu no computador, as provas de uma traição dele e finalmente ela o enxergou de verdade, e viu que não queria mais estar ao lado de alguém tão feio, burro e sem caráter. “O feitiço” de manipulação se quebrou e minha amiga refez sua vida de forma leve e feliz!
Ei, psiu! Você que está lendo isso agora e se viu na situação de minha amiga, não espera uma traição para enxergar a sua beleza! Não permita que te rebaixem apenas para se manterem no mesmo nível num relacionamento.
A gente ama o que admira...
Então, se não valoriza, não é amor!

Luciene Linhares
24 de Setembro de 2018

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Deixe ir o que já foi...



"Amar é querer o bem do outro, ainda que este bem, seja "bem" longe de nós. Amar não nos dá o direito de tentar aprisionar o que já se foi. Permita-se seguir a jornada com o coração ferido, mas com a dignidade intacta."
Luciene Linhares 

terça-feira, 10 de julho de 2018

Se enxergue!




Se enxergue!

Quando o mundo te enxerga de forma equivocada a vida torna-se mais difícil e desafiadora, pois você tem pela frente a batalha de viver sem o apoio que esperava ter. Mas, pior do que ter a imagem retorcida ou rejeitada pelas outras pessoas, é quando você cultiva este sentimento dentro de você, achando que não é bom o suficiente, ou que por ter errado, não é digno de ser amado por alguém.
A maioria de vocês já devem ter assistido ao filme Shrek, onde um ogro vive isolado no pântano, pois todas as pessoas que tinham cruzado o seu caminho o julgavam pela aparência, tratando-o mal, sem dar a chance de ver a criatura doce e bondosa que havia por trás do “ogro”.
De tanto ser maltratado, o ogro acreditou que era exatamente aquilo que as pessoas o rotulavam e passou a afastar todas as pessoas que se aproximavam. Até que aparece um “burro” que o enxerga como ele realmente é, e não como ele acreditava ser. Com muito esforço, dedicação e amizade, o burro o faz enxergar o seu real valor, libertando-o do fardo pesado do desejo de “aceitação”.
Não importa o que aconteceu no seu passado!
Não importa os erros que tenha cometido!
Não importa o que as pessoas tenham dito a seu respeito!
O que realmente importa, é o que você pretende ser a partir deste exato momento!
Para cada acontecimento ruim, um novo começo. Para cada erro cometido, um aprendizado. Para cada palavra dura que tenha ouvido, o perdão, pois todos nós erramos.
Ninguém é tão “ruim” a ponto de não ser digno de ser amado!
O amor não pode ser racionalizado, talvez por isto mesmo, os criadores de Shrek optaram pela figura de um “burro” como o personagem que conseguiria semear o amor próprio no ogro e a partir daí, o amor se expandiria para os demais. A racionalização tenta explicar através de argumentos os fenômenos que ocorrem, e quando não conseguem argumentos suficientes, descartam aquilo que não consegue compreender. Por isso o AMOR é irracional, ele está além da compreensão.
Ninguém ama por escolha ou porque a pessoa “merece” ser amada, mas porque consegue enxergar nas imperfeições das aparências, o valor incalculável da essência do ser amado.
Então, se você se sente meio Shrek, se permita despir das camadas de feridas que ficaram em sua alma e deixe que o “burro” se aproxime e veja quem realmente você é!

Luciene Linhares
10 de Julho de 2018