domingo, 2 de outubro de 2016

Apenas tenha fé

Apenas tenha fé



 



Há exatos dois finais de semana eu fui visitar a Pedra de Santo Antônio que fica localizado no município de Fagundes na Paraíba. O lugar é simplesmente lindo! Um presente para os olhos e para a alma.
O lugar é de acesso fácil, até o meu avô que tem noventa e seis anos foi conosco e adorou! Levamos lanches e fizemos um pique nique em família, depois cada um buscou um cantinho que lhe tocava melhor a alma para meditar, acender velas e quem sabe fazer pedidos...
É uma área ampla com uma vista de tirar o fôlego, lá tem muitas pedras. Uma delas carrega uma lenda de que “se alguém conseguir passar pela pequena abertura entre elas, consegue se casar em breve” (acredito que quase ninguém cogite passar por essa fenda hoje em dia, não só pelo risco de ficar entalado, como também pelo fato de que casar já não é objeto de desejo da maioria! Risos). Tem também uma capelinha, lugares para acender velas e um pequeno quartinho com um nome escrito na parede branca: PAGADOR DAS PROMESSAS.
É sobre esse quartinho que quero falar hoje!
Eu passei um bom tempo olhando e fotografando as coisas que vi lá dentro do PAGADOR DAS PROMESSAS. Havia muitas coisas mesmo! Violão, bonecas, carrinhos, várias réplicas de mãos, pés, pernas, braços, cavalos, vacas, bois, fotos de gente sozinha e de casais, roupas, andejar, cadeiras de rodas e casas.  
Acredito que se estavam ali é porque alguém acreditou o suficiente para que o milagre acontecesse. Então já parou para pensar na riqueza deste lugar?
Quantas vidas foram salvas pela fé?
Quantos sonhos se realizaram pelo simples fato de que acreditaram que eles eram possíveis!
A fé é de uma beleza extraordinária! Não importa se o seu milagre vem através de um pedido a Santo Antônio ou se no silêncio do seu quarto, mergulhado em sua dor. A sua fé é o diferencial em qualquer circunstância que você se encontre.
Somos seres diferentes, com crenças e valores diferentes. Mas, isto não impede que verdadeiros milagres sejam realizados em nossas vidas, não importa o Santo ou Divindade a qual você irar se apegar na hora da precisão, o que importa de verdade é que você acredite que o milagre é real, então, nada mais importará, pois você conseguirá o que deseja.
A fé é a força viva de Deus dentro de nós, é a chama que ilumina as nossas noites mais sombrias, por este motivo devemos alimentá-la diariamente com bondade e confiança.
Que nos permitamos viver mais milagres, pois eles nos aguardam a todo instante!
Luciene Linhares
02 de Outubro de 2016








terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sonata do desinteresse



Sonata do desinteresse

Ei, psiu!
Cá estou eu com minhas ladainhas de relacionamento de novo! Mas, que culpa eu tenho se nasci com a possibilidade de ouvir! Hehe
Brincadeiras a parte, lá vamos nós...
Vamos falar de relacionamentos, pois a vida me proporcionou várias perspectivas sobre este mesmo assunto, até brinco com as minhas amigas, dizendo que vou cursar psicanalise para poder cobrar pelo serviço de análise na mesa de minha cozinha, onde sempre paramos para tomar o café da tarde e queimar a “macharada”!
Novamente o assunto é RECIPROCIDADE!
Obviamente que por sermos seres tão distintos, possuímos características e atitudes também distintas.
Não vibramos e nem sentimos na mesma frequência que o outro, então, nada mais natural do que esta divergência se estender também para os relacionamentos amorosos.
A pessoa que está ao seu lado nem sempre responderá as investidas amorosas que você tão calorosamente dedicou para ela.
Isso a princípio cria uma pequena ranhura no sentimento de quem se dedicou e à medida que o tempo passa e o descompasso marca o compasso da relação, o que era ranhura, vira abismo. Ferida aberta, profunda e dolorida.
O tempo continua passando e como todos nós sabemos, marcando o compasso de nossos dias, sem parar sequer um segundo para que o outro entre no ritmo de nossos sentimentos. Ao final da sinfonia, a página é virada e assim, uma nova canção se inicia.
E é exatamente neste momento que você deve observar se a reciprocidade marca o compasso de sua relação, pois é detalhe que define o sucesso ou o fracasso de qualquer relação. Você jamais encontrará alguém que responda aos seus estímulos de forma sincronizada, isso não é novidade, mas, se você está ao lado de alguém que não dá a mínima para o que você tem pra dizer. Alguém que fica online por anos luz no whatsapp, mas sequer, se dá ao trabalho de te dar um “Oi”. Alguém que não se preocupa em perguntar como você está se sentindo, ou mesmo, como foi o seu dia. Alguém que só lembra que você existe quando a necessidade aperta, o desejo aparece ou a conveniência obriga...
Pule fora! Vire a página! Reescreva outra música para a sua vida. Por que ninguém precisa passar a vida inteira ouvindo o desafino de desculpas esfarrapadas.
Não existe falta de tempo ou de oportunidade, para quem realmente quer fazer parceria. O que existe é teatro de máscaras escondendo falta de vontade.
Luciene Linhares

12 de Setembro de 2016

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Mulher burra x Mulher inteligente




Mulher burra x Mulher inteligente

O título desse texto não condiz bem com o assunto que quero abordar, mas no fundo, bem lá no fundo, vocês entenderão a conexão dele com o texto em si.
Inicialmente eu pensei em colocar como título o seguinte: “Mulher burra namora mais”, mas percebi que isto poderia gerar uma série de interpretações errôneas sobre o que eu realmente quero dizer.
Uma das possíveis interpretações errôneas era a de que seria uma vantagem ser burra, pois iríamos namorar “mais”, ou que mulher inteligente é tão chata que não consegue manter-se num relacionamento, mas não é isso que eu quero dizer.
A verdade é que uma mulher inteligente consegue ler nas entrelinhas deixadas pelos cafajestes, as suas reais intenções, que na maior parte das vezes, é fazer dela um mero objeto de prazer e satisfação pessoal. E quando falo isso não me refiro apenas ao sexo, mas a vida como um todo. Tem homem que conquista uma mulher não porque a ama e deseja ser feliz ao lado dela, mas pela conveniência de ter um ser humano que eles consideram “apresentável”, algo satisfatório o suficiente para fazer a foto do Natal com a família e amigos, e nada mais.
Quando o flash da conveniência se apaga, essas mulheres são deixadas de lado até o próximo evento fotográfico surgir.  
Uma mulher inteligente não permite que o relacionamento fique acima de sua felicidade, não se põe em último lugar na escala de importância. Ela costuma ouvir a sua intuição, essa voz maravilhosa que teima em nos dizer o que nem sempre queremos ouvir.
Uma mulher inteligente sabe que uma atitude vale mais do que mil palavras, e que o perigo se esconde no silêncio do que não foi dito. Por todos estes e tantos outros motivos que eu poderia passar o dia citando, uma mulher inteligente vai repensar muito antes de se envolver com alguém, porque ela sabe que é melhor estar sozinha do que numa solidão acompanhada.
A mulher burra tem dificuldade de entender que os “Eu te amo” quase sempre querem dizer “Vou só te comer” e nessa dificuldade de entendimento ela vai se doando e se perdendo até o ponto de não se reconhecer mais. E assim ela sai pulando de relacionamento em relacionamento, buscando em cada corpo um pedaço do seu coração partido e repartido. E assim, terá muitos “namoros” pra pouca emoção.
Luciene Linhares
05 de Setembro de 2016






sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Não perca um pedaço de você para tentar consertar um coração de alguém.



Não perca um pedaço de você para tentar consertar um coração de alguém.

Há alguns dias eu estava conversando com uma amiga virtual e ela me contava sobre a dificuldade que enfrentava no momento, sua angústia era em decorrência da solidão.
Ela me falou que há muitos anos estava sozinha, mas que agora sentia a necessidade de encontrar alguém que pudesse lhe oferecer um amor. E ela queria mais, queria um amor igual ao dos pais dela, que conforme ela falou, era uma amor verdadeiro e feliz. Sem traições ou discussões mais acirradas, afinal, todo casal tem suas briguinhas.
Eu a escutei pelo fato de saber o quanto é importante para cada um de nós ser ouvido num momento de aflição, afinal, não calculo às vezes em que a única coisa que eu mais queria, era desabafar e para isso recorria aos amigos, reais ou virtuais.
Nos faz bem saber que temos alguém, nem que seja para contar que quebrou uma unha tentando abrir uma lata de ração pra gato, vai que você goste da unha e aquela perda a tenha deixado triste. Um amigo é um porto seguro para os dias nublados, mas assim como os amores, eles estão cada vez mais raros.
A moça narrou o quanto tinha vagado por alguns sites de relacionamento em busca de um amor. E eu a alertei dos riscos que se escondem por trás de muitos lobos em pele de cordeiro. Mas, também não pude ocultar-lhe que já fiz um noivinho para um casamento que partiu do virtual e que uma de minhas melhores amigas casou com um cara que conheceu na internet. Tudo tem o seu lado bom e ruim, cabe a nós ficarmos alertas para que assim, não caiamos em ciladas.
Até que ponto seria bom se houvesse um manual de relacionamentos?
Porque a regra geral desse lance de amor é que não há regras! Uma hora acontece e ponto final. Surge de onde você menos espera e da forma mais absurda que possa parecer, mas surge.
E por não existir regras, vale lembrar que forçar uma regra não vai adiantar!
Tentei expor isso para ela quando a mesma relatou que estava interessada em um cara que há tinha deixado no vácuo quando ela fez um convite para se conhecerem pessoalmente e que só duas semanas depois ele voltou a falar pelo whatsapp com uma desculpa esfarrapada de que estava sem dinheiro para sair com ela. E logo depois afirmou que o motivo pelo qual não tinha ido ao encontro era porque ele estava saindo com outra pessoa e que estava gostando da moça.
A cara amiga virtual ficou destruída, pois ele alimentou um sentimento para ter o prazer de destruir de forma cruel depois. Os dias foram passando e ela disse que conheceu dois novos rapazes que se mostravam legais, mas que ela ainda pensava no outro que a desprezou.
A ligação que ela estabeleceu com esse cara foi tão grande que ela certo dia sentiu um aperto no peito e uma vontade enorme de chorar e em seus pensamentos só vinha a imagem dele. Então, ela fez a primeira das burradas: Procurar quem não te procura!
A segunda burrada: Servir de travesseiro para curtir a sofrência dele.
Ela acredita que fazendo isso irá conquista-lo, mas quem já passou por experiências parecidas sabe bem no que isso termina. Um belo pé na bunda com a bonita explicação de que: Você é boa demais para mim, eu não mereço você. A tradução para isso é: Você foi uma babaca por acreditar que eu poderia amalá-la apenas porque você curou minhas feridas.
Não tente colar um coração quebrado, pois para consertar o que foi arrebentado, um grande pedaço de você pode usado na reconstrução do outro e no lugar deste pedaço, restará um vazio cada vez mais ampliado pela ingratidão e falta de interesse.
Se curar ferida trouxesse grande amores, todos os enfermeiros e enfermeiras do universo eram bem revolvidos no amor. Todos dariam seus corações para eles, pelo fato de serem gratos por aliviarem suas dores, que muitas vezes vão além das físicas. Enfermeiro é uma classe admirável de seres que se doam em prol do outro, nasceram para servir, mas possuem a consciência de que não serão ressarcidos pelo bem que fizeram, pois até no salário são injustamente rebaixados e desvalorizados.
Imagine o que você irá ganhar em troca de um trabalho tão duro que é o de curar uma alma ferida?
Nunca tente colar um coração partido, pois quando eles são restaurados, o proprietário costuma entrega-los para a primeira idiota que aparece.
Procure alguém inteiro, quem gosta de pedaços e migalhas são restauradores de móveis e eles costumam cobrar muito caro, pelo serviço e quando tudo está em ordem eles vendem a peça consertada por um preço no mínimo cinco vezes maior do que o valor que pagaram.

Luciene Linhares 26 de Agosto de 2016

domingo, 21 de agosto de 2016

Quem é você para julgar?



Quem é você para julgar?

Meus caros amigos, voltarei novamente aquela velha e já  tão batida questão que eu insistentemente escrevo aqui: PRECISAMOS PARAR DE COLOCAR A CULPA DOS NOSSOS ATOS EM DEUS OU NO DIABO!
Na última quinta-feira uma mãe assassinou com cinquenta facadas o filho de seis anos de idade. A cidade inteira ficou em choque não só pela brutalidade com que o crime foi cometido, tendo em vista que, foram, segundo a perícia, cinquenta facadas em uma criança, mas também pelo fato do crime ter sido cometido pela mãe do mesmo.
Quando a notícia estourou nas redes sociais, uma enxurrada de ameaças e dicas de como ela deveria ser torturada e morta surgiu dos mais “calmos e delicados” seres da sociedade, afinal, é sempre muito fácil expressar o que há de pior nas redes sociais. Comentários nada sutis de que ela estava endemoniada e que por isso matou filho também não faltou.
Em um dos comentários, vi o apelo entristecedor de um rapaz que se dizia primo da mãe do garoto morto e ele pedia respeito pela família que estava sofrendo demais, primeiro pela perda, depois, por não entender como uma mãe tão amorosa como ela, podia ter feito uma atrocidade destas.
Os jornais também noticiaram que há oito anos ela teve um surto psicótico e que foi internada em um dos hospitais especializados da cidade, mas que depois disto se mantinha uma pessoa lúcida e calma. Ainda na mesma matéria, disseram que o garoto morto era uma criança autista.
Na verdade, não conheço a família ou a veracidade de todos os fatos, pois como expliquei acima, todos os dados que estou repassando aqui, foram retirados dos vários jornais online que li, mas convido vocês a uma reflexão:
1º Caberia a nós julgar que ela estava endemoniada, culpando uma entidade espiritual por um ato humano, desconsiderando todos os fatores que poderiam estar por trás dessa tragédia?
2º  Uma pessoa que teve um surto psicótico teria capacidade de cuidar sozinha de uma criança autista? (Porque em nenhum momento falou-se da presença de um pai na vida desta criança, mas que ela morava sozinha com a mãe em um pequeno quartinho alugado nos fundo de uma casa).
3º Em que condições financeiras e psicológicas essas duas criaturas viviam? (Será que isso não foi também um agravante para que a tragédia acontecesse?).
É muito fácil apontar o dedo para as pessoas dando-lhes julgamentos impiedosos com o pretexto de que foram motivadas pelo diabo. Difícil é se por no lugar do outro, enxergando com olhos além do nosso próprio umbigo.
Haverá quem pense que eu estou defendendo uma criatura das trevas que matou o seu próprio filho, quando estava possuída pelo demônio, mas não é isso que eu quero passar. O que quero dizer é que tenho duas amigas que possuem filhos autistas e que para não enlouquecerem, pois os filhos delas são superativos, tiveram que fazer terapia também. Tiveram que ter apoio da família e do pai para dividir com elas o fardo de um filho autista. Sim, um fardo, porque romantizar a patologia, não diminuirá o trabalho e atenção que ela exige.
As crianças autistas que conheço vivem em um mundo particular e que na maioria das vezes não toleram bem o convívio com a sociedade, pois se apavoram e se agitam ainda mais. Isso faz com que a vida dos pais dessas crianças seja muito reclusa e cheia de desafios. Quando a família é unida e tem condições financeiras para lidar com esta criança adequadamente, tratando com os respectivos especialistas, que incluem terapeutas, psicólogos e fonoaudiólogos a vida é bem mais fácil e tragédias como essa são evitadas.
Agora tente se por no lugar desta mãe, que já tinha um problema psicológico e que sozinha, convivia com uma criança autista.

Luciene Linhares
21 de Agosto de 2016



sexta-feira, 19 de agosto de 2016

MARIDO/NAMORADO 100 % SAFADÃO



MARIDO 100 % SAFADÃO

Eu sei que você se sente “O CARA” em alguns momentos, se sente o verdadeiro malandro quando inventa uma desculpa esfarrapada para a sua esposa ou namorada e ela mesmo desconfiada, prefere engolir o teu sapo do que te perder, porque até então o que ela sente por você é maior do que o que ela sente por ela mesma.
É muito massa dar aquela fugidinha arriscada pra encontrar com a amante, só de pensar nos momentos picantes que terão, você já fica do jeito que o diabo gosta. Você sabe que ela vai estar com uma lingerie lindíssima que comprou “especialmente” pra usar com “você”, a pele dela estará hidratada e delicadamente perfumada só para te agradar. As unhas, o cabelo, a maquiagem e a depilação, tudo feito para você! A sua amante é perfeita! Ela não briga porque você não pode atender na hora que ela ligou, porque ela é imensamente compreensiva ao ponto de saber que você, pobre coitado, não atendeu porque a “Maria encrenca” (estes é um dos delicados apelidos que os homens dão para as suas companheiras) estava do lado. Ela não vai fechar a cara quando você começar a falar de sua companheira, afinal, você precisa desabafar todo o seu sofrimento dentro da relação sem amor e compreensão na qual você se encontra aprisionado (aqui entra um monte de desculpas, que vão desde: “não posso deixar meus filhos”, até o “ela é uma mulher doente e precisa de mim, pois ela pode se matar, caso eu a deixe”). Sua amante vai te ouvir com todo o amor e carinho que ela puder expressar. Ela vai te aconselhar a agir de forma mais bondosa com sua esposa, vai ficar “triste” por estar envolvida neste tipo de relação e em vários momentos ela se culpará por te amar tanto e não conseguir tirar você do frágil coraçãozinho dela. E você, malandrão, vai acreditar, afinal, ninguém te engana! Você é o “Cara”!
Com o passar do tempo sua esposa parecerá cada vez mais chata, feia e exigente aos seus olhos. Seu celular é uma extensão de seu corpo e quando você está em casa, terá sempre o cuidado de deixa-lo no silencioso com mensagens de status no whatsapp que variam entre “Trabalhando” e “Em casa”, um código “binário” da pilantragem para a sua amada amante saber quando ligar.
O seu mundo é perfeito até você cruzar os batentes de sua própria casa, pois nela há alguém que você não gosta nem de olhar, sua esposa. Aquela mulher feia e mal humorada que vive tentando entrar na sua privacidade. Veja só! Que coisa mais sem noção a dela! Querer entrar na privacidade de um safadão vivido como você!
É aí que você coloca mais uma de suas mascaras e entra em casa com um sorriso no rosto e finge que tá tudo bem, finge que gosta dela e se você realmente for o safadão, você fingirá tão bem que a ama que ela irá acreditar. Você dirá que o trabalho o prendeu até tarde e que o chefe é um sacana, mas que só não deixa essa droga de trabalho, porque precisa cumprir com as obrigações da casa, dando-lhe tudo do bom e do melhor, porque ela merece. E ela irar acreditar...
E você irar beijá-la, pensando na outra para poder ter uma ereção suficiente pra encarar o jogo em casa. E a noite vai passar, o dia chegará e tudo irar se repetir...
Agora o que você não sabe é:
A tua amante já usou aquela lingerie com outros mais interessantes que você. Por tabela, a make, a pele, o cabelo e a depilação também fazem parte do pacote disponível para outros. Você não é o safadão exclusivo, fofo!
A tua amante não é compreensiva, porra nenhuma! Ela fica calada ouvindo você falar de sua companheira para poder observar os pontos fracos da outra e não cometer os mesmo erros com você (pelo menos enquanto ela for a amante).
A tua amante é uma atriz tão boa ou melhor que você, então a mascara de boazinha e compreensiva e culpada pela infelicidade do casal é parte do plano pra te fragilizar, enxergando-a como a mulher perfeita, aquela que você sonhou por toda a vida.
Se você tiver grana, a tua amante irá investir pesado na atuação, afinal ela é boa jogadora e não gosta de ficar no time reserva, ela sabe que o time titular tem muitas regalias (financeiras), e por falar nisso, este é o motivo pelo qual ela está com você, safadão!
Se você for pobre, a tua amante irá arrancar de você, até o que você não tem e depois ela irá te trocar por um safadão melhor. E sabe o que ela vai te dizer quando isto acontecer? Ela vai dizer que não quer viver uma vida de erros e que você deve voltar para a sua esposa porque é o melhor pra você e que ela agora quer dar um direcionamento diferente pra vida dela, porque ela foi iluminada pelo amor fraterno e quer o melhor para você e sua família.
Agora vamos as suposições e suas reais consequências:
OPÇÃO 1 – Você troca sua companheira chata, feia e abusada pela “mulher perfeita”, assim que colocarem os trapinhos juntos, ela terá que tirar a mascara de mulher perfeita para viver o de mulher real, aquela que tem TPM e acorda com ódio do mundo e não se depila, não quer sequer ouvir a voz de ninguém, inclusive a sua voz gasguita. Ela irar te bombardear com questionamentos e acusações ainda mais violentas que a tua ex porque ela sabe exatamente quem é você, o safadão, mau caráter e enganador, então ela não irar te dar mole e sua vida será um inferno.
OPÇÃO 2 – Você leva um fora de sua amante e sua esposa descobre tudo. Ela pode te aceitar o chifre por vários motivos que já citei em outra crônica, mas tenha a certeza de que aquela mulher que te amava, morreu. No lugar dela ficou uma mulher que te tolera por algum motivo.
OPÇÃO 3 – Sua mulher descobre e você jura que é tudo mentira, ela não acredita. Você por fim assume que a traiu, mas jura que nunca mais fará novamente e continua com sua amante, mas tendo mais cuidado pra não serem descobertos. Sua esposa aceita seu pedido de perdão e tudo parecerá perfeito pra você, mas saiba que o coração de uma mulher traída é oceano com placas tectônicas e quando menos você esperar, ela se erguerá como um tsunami em sua vida e não restará nada do que foi um dia.
Luciene Linhares

19 de Agosto de 2016

Caçando piolhos no lugar de pokémom



Caçando piolhos no lugar de pokémom

Há poucos instantes eu estava no Facebook com uma amiga de infância, da qual passei anos sem ter contato, mas que pela oportunidade das redes sociais nos reencontramos e embora divergirmos em muitos assuntos, entre eles a visão religiosa que possuímos, nos damos muito bem, conversamos sobre todos os assuntos e temos a delicadeza que só a educação e o respeito é capaz de proporcionar as pessoas. Quando em uma discussão percebemos que não mudaremos o pensamento uma da outra, simplesmente, admitimos a diferença e mudamos de assunto, sem insistências desnecessárias que poderiam nos levar a uma discussão mais acirrada e quem sabe até, a um desentendimento.
O conteúdo da conversa de hoje iniciou-se quando postei uma foto na qual comparavam a caça de piolhos com a de pokémom (este jogo que virou febre).
Minha amiga viu a postagem e através dela fizemos uma viagem pelo passado e por tudo que nos fez tão felizes quando crianças. Ela falou que a mãe dela tirava tudo com um pano branco e álcool, este método eu desconhecia, pois minha mãe era mais de pente fino mesmo, ela nos sentava no final da tarde no terraço da casa e começava a caça aos “Poképiolhos” e não sossegava até não encontrar nenhum bichinho bandido de sangue.
O horário que minha mãe escolhia para caçar os “Poképiolhos” coincidia com o meu momento de diversão que era o fim de tarde, antes do sol se por, pois, tínhamos horários para sair e para voltar. e cumpríamos com exatidão este horário pré estabelecido, na certeza de que a desobediência nos custaria a perda da liberdade do outro dia ou mesmo uma chinelada das “boas”.
Minha amiga vivia esta mesma liberdade que nos causa tanto saudosismo e foi pensando nisto que pudemos ver o quanto nossos filhos perderam com o quanto nossos filhos perderam com a evolução tecnológica e comunicacional. Isto sem falar no aumento da violência.
Nós não possuíamos celulares ou computadores, mas nossa comunicação era intensa e feliz. Conhecíamos todos os nossos vizinhos, nos divertíamos juntos, estourávamos os joelhos em quedas de bicicleta e perdíamos a cabeça dos dedões nas pedras pelo meio do caminho, mas não perdíamos a capacidade de levantar e recomeçar. Éramos mais felizes e livres que as crianças de hoje.
É certo que a violência gerou essa gaiola para nossos filhos, não podemos mais correr o risco de deixa-los andando de bicicleta no final de tarde, porque na melhor das hipóteses eles ficarão sem a bicicleta.
Os nossos filhos são como pássaros engaiolados comparados a liberdade que possuiamos. Me pergunto até que ponto podemos considerar “evolução” o que vivenciamos hoje em dia?
Deu até saudades dos piolhos! A gente deixa a felicidade passar e só depois se dá conta que esteve frente a frente com ela!
Luciene Linhares

19 de Agosto de 2016