terça-feira, 2 de outubro de 2018

Agressão não é expressão, você não tem esse direito!



Agressão não é expressão, você não tem esse direito!

Semana passada eu estava matando o tempo no Facebook quando vi uma atitude deplorável! Uma amiga postou uma foto belíssima, na qual ela estava com maquiagem e um largo sorriso. E não é que o sorriso atraiu a mesquinhez de uma pessoa que era “amigo dela”, o amigo está entre aspas, porque a atitude dele não é nem de longe, de um colega, muito menos de um amigo!
O cara saiu de sua vidinha medíocre para insultar a moça gratuitamente! Ele expôs sua opinião grosseira, dizendo que a minha amiga estava feia na foto e como se não bastasse tanta falta de noção, ele ainda falou que as pessoas que a elogiavam na foto eram hipócritas e que ele não iria se passar por hipócrita só para agradar.
Ela gentilmente apagou o comentário do sem noção.
Ele insistiu na agressão e comentou novamente questionando o porque dela ter o apagado o comentário dele.
Ela retrucou, alegando que não precisava daquela opinião grosseira no Facebook dela.
Ele continuou na viagem para o mundo dos sem noção e disse aquele velho bordão defensor dos fracos, covardes e mal amados de plantão: “Eu tenho liberdade de expressão e no momento em que você posta nas redes sociais me dá o direito de opinar. Se não quer ouvir a opinião de ninguém, não poste nada.”
Gente, pelo amor de Deus! Como uma criatura dessas pode ter acesso a tanta informação e mesmo assim se manter tão ignorante e sem noção?
Em primeiro lugar, ela apenas postou uma foto, não fez uma enquete perguntando se estava ou não bonita. Ela não pediu a opinião de ninguém! Cabe a cada um de nós que fazemos uso de redes sociais, o mínimo de bom senso e respeito. Você não é obrigada a gostar ou admirar todo mundo, mas o respeito faz-se necessários em todas as esferas da vida, incluindo a virtual.
As pessoas se escondem em perfis fantasmas para mostrar quem realmente são. Há ainda, aqueles que não se escondem, mas revelam seu lado mais obscuro e podre sobre a forma mascarada de “verdades”, “minha opinião” ou “meu direito de expressão”.
Ao ler a sequencia de comentários deles eu não resisti, comentei em defesa de minha amiga. Confesso que fui acometida por uma raiva imensa, mas antes de lançar na rede toda a minha ira, eu dei uma fuçada no perfil do camarada e desisti de ataca-lo.
Ao olhar o perfil dele meus sentimentos foram de raiva a dó! Ele é um coitado sobre vários aspectos. Uma pessoa amargurada e infeliz. Alguém que possui uma vida medíocre, pois dedica seu tempo a destilar veneno gratuitamente.
Talvez ele prefira agredir as pessoas para ter a falsa sensação de superioridade.
Vendo o perfil dele, lembrei-me de um velho ditado que minha avó dizia... “Não vale a pena chutar cachorro morto!”. Então, guardei o meu comentário e transformei-o neste texto, que agora você está lendo.
Se você sentir uma vontade imensa de comentar (agredir) as postagens dos coleguinhas, reflita sobre sua própria vida. Veja se não está projetando no outro a infelicidade que está em você.
E se ainda assim, você ainda tá na dúvida se deve ou não comentar algo? Faça o seguinte: imagine-se no lugar de quem vai receber o seu comentário. Como se sentiria se fosse atacado gratuitamente?
E se você que está lendo, é a parte agredida, perdoa, colega! Não chute cachorro morto!
Luciene Linhares
02 de Outubro de 2018

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Não se compare




Não se compare


O simples ato de comparar já traz perda, pois no momento em que dedicamos tempo para analisar o outro, seja de forma pejorativa ou favorável, estamos no colocando num lugar que não nos é devido, o de juiz.
Isso sem falar no reflexo que as nossas conclusões trarão.
Ontem uma amiga ligou dizendo que não iria para um passeio, porque a pessoa que a acompanhava estava “muito bem vestida” e ela estava se sentindo inferior e infeliz. Não cabe a mim julgar os sentimentos dessa amiga, mas procurar entender, afinal, quem um dia não se sentiu assim, meio fora do contexto, devido a diferença de padrão social?
Quem já passou pela experiência de ser olhado de forma “atravessada” porque não se enquadrava nos “padrões”?
Nos últimos anos muita coisa mudou, mas ainda há muito preconceito e hipocrisia regendo as relações. E por mais que tentemos combater este mal, vez ou outra, nos pegamos alimentando essa fera terrível que é o preconceito. Nos diminuímos para caber em mundos pequenos!  
No momento em que paramos para fazer comparações, estamos nos diminuindo. Estamos diminuindo nossa capacidade de compreensão de valores e inteligência, pois somos criaturas ÚNICAS, e como tal, possuímos nosso próprio valor! Não somos melhores do ninguém!
Não é uma roupa ou um título que nos fará melhor ou pior do que ninguém.
 Não é a cor da pele, a marca da roupa ou a orientação sexual que fará uma pessoa melhor ou pior.
Todas essas bobagens que nos fazem querer ser “melhor” do que o outro, nos afasta de sermos quem deveríamos ser de verdade.
Eu sei que falar é fácil, e que haverá situações em que cairemos no erro da comparação, situações em que não teremos força para enxergar a beleza que há em nós, mas sei também que estes momentos de cegueira são passageiros e que no momento certo, abriremos os olhos para o que realmente importa.
Luciene Linhares
25 de Setembro de 2018 

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

No limiar da dor



No limiar da dor

Tão impossível quanto mensurar a dor alheia é determinar o tempo pelo qual ela vai permanecer. Em outro texto eu falei dos abusos que uma amiga sofria em seu relacionamento e do quanto aquilo tudo me aborrecia, mas eu não podia sentir e muito menos agir, por ela.
Não podemos carregar o fardo que pertence ao outro...
Essa é uma tarefa muito difícil de realizar quando vemos alguém sofrendo ao nosso lado, mas há coisas e situações, que apenas as pessoas envolvidas podem resolver. E para minha alegria, recebi a notícia de que ela finalmente saiu daquele relacionamento abusivo. Ela saiu no tempo dela, da forma que achou melhor e hoje está vivendo uma nova fase de sua vida, na verdade, ela finalmente está vivendo...
Eu tive o desprazer de assistir a uma sessão de xingamentos que tinha como único objetivo, minar a autoestima da minha amiga. O marido dela a fazia sentir-se como um lixo, pois só assim ela estaria no mesmo patamar ao qual ele pertence.
Trazê-la para baixo com frases do tipo: “você é muito feia!”, “você está gorda demais!”, “que mulher mais desmantelada é essa!”, “onde eu estava com a cabeça quando me casei com você?”, “você é muito burra!”; era a forma que ele tinha de manipula-la.
Fazê-la acreditar que não possuía valor, que era feia, burra e desmantelada, nada mais era, do que, uma estratégia covarde de domínio e submissão. De tanto ouvir aquilo, ela acabou acreditando! E com isto, ela achava que estar ao lado dele era a melhor coisa a ser feita, a sua melhor opção. Afinal, quem iria querer uma mulher feia, burra e desmantelada?
Os dias foram passando e a minha amiga ia se tornando aquilo que o covarde projetou nela. Ela se deixou abater e não se cuidava mais. Sua vida se resumia a trabalhar muito para manter o seu marido.  Engraçado, né?!...  Um homem tão inteligente e cheio de virtudes era incapaz de se manter financeiramente e precisava da ajuda da esposa para se bancar.
Este mesmo homem também possuía um gosto para jogos e diversões que tomavam muito do seu tempo, “impossibilitando-o de estudar e buscar algo melhor”.
Enquanto ele se divertia e a chamava de burra, ela se qualificava e crescia.
O mais intrigante é que ele a destruía com palavras ao mesmo tempo em que a acusava de traição. Se ele a considerava uma mulher tão feia, gorda e sem valor, porque tinha ataques de ciúmes?
Porque ele sabia o real valor da pessoa que estava ao lado dele. Sabia também que tinha revertido os valores para manter a vida confortável. E sabia que no dia em que ela enxergasse tudo o que ele covardemente fez, o relacionamento teria um fim e ela voltaria a viver de forma plena, enxergando no espelho a baita mulher que é. E foi isso o que aconteceu!
Eu gostaria de dizer a vocês que ela despertou de repente e que viu o lixo que ele era, mas não foi um processo tão simples assim. Ela foi enxergando aos poucos, sempre relutando para não ver a verdade, pois o medo da solidão a incomodava, o medo do desconhecido a apavorava! E sair de uma relação de anos é algo assustador mesmo!
Mas, um certo dia ela viu no computador, as provas de uma traição dele e finalmente ela o enxergou de verdade, e viu que não queria mais estar ao lado de alguém tão feio, burro e sem caráter. “O feitiço” de manipulação se quebrou e minha amiga refez sua vida de forma leve e feliz!
Ei, psiu! Você que está lendo isso agora e se viu na situação de minha amiga, não espera uma traição para enxergar a sua beleza! Não permita que te rebaixem apenas para se manterem no mesmo nível num relacionamento.
A gente ama o que admira...
Então, se não valoriza, não é amor!

Luciene Linhares
24 de Setembro de 2018

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Deixe ir o que já foi...



"Amar é querer o bem do outro, ainda que este bem, seja "bem" longe de nós. Amar não nos dá o direito de tentar aprisionar o que já se foi. Permita-se seguir a jornada com o coração ferido, mas com a dignidade intacta."
Luciene Linhares 

terça-feira, 10 de julho de 2018

Se enxergue!




Se enxergue!

Quando o mundo te enxerga de forma equivocada a vida torna-se mais difícil e desafiadora, pois você tem pela frente a batalha de viver sem o apoio que esperava ter. Mas, pior do que ter a imagem retorcida ou rejeitada pelas outras pessoas, é quando você cultiva este sentimento dentro de você, achando que não é bom o suficiente, ou que por ter errado, não é digno de ser amado por alguém.
A maioria de vocês já devem ter assistido ao filme Shrek, onde um ogro vive isolado no pântano, pois todas as pessoas que tinham cruzado o seu caminho o julgavam pela aparência, tratando-o mal, sem dar a chance de ver a criatura doce e bondosa que havia por trás do “ogro”.
De tanto ser maltratado, o ogro acreditou que era exatamente aquilo que as pessoas o rotulavam e passou a afastar todas as pessoas que se aproximavam. Até que aparece um “burro” que o enxerga como ele realmente é, e não como ele acreditava ser. Com muito esforço, dedicação e amizade, o burro o faz enxergar o seu real valor, libertando-o do fardo pesado do desejo de “aceitação”.
Não importa o que aconteceu no seu passado!
Não importa os erros que tenha cometido!
Não importa o que as pessoas tenham dito a seu respeito!
O que realmente importa, é o que você pretende ser a partir deste exato momento!
Para cada acontecimento ruim, um novo começo. Para cada erro cometido, um aprendizado. Para cada palavra dura que tenha ouvido, o perdão, pois todos nós erramos.
Ninguém é tão “ruim” a ponto de não ser digno de ser amado!
O amor não pode ser racionalizado, talvez por isto mesmo, os criadores de Shrek optaram pela figura de um “burro” como o personagem que conseguiria semear o amor próprio no ogro e a partir daí, o amor se expandiria para os demais. A racionalização tenta explicar através de argumentos os fenômenos que ocorrem, e quando não conseguem argumentos suficientes, descartam aquilo que não consegue compreender. Por isso o AMOR é irracional, ele está além da compreensão.
Ninguém ama por escolha ou porque a pessoa “merece” ser amada, mas porque consegue enxergar nas imperfeições das aparências, o valor incalculável da essência do ser amado.
Então, se você se sente meio Shrek, se permita despir das camadas de feridas que ficaram em sua alma e deixe que o “burro” se aproxime e veja quem realmente você é!

Luciene Linhares
10 de Julho de 2018

sábado, 9 de junho de 2018

Amigo da onça





Amigo da onça

Acredito que todos vocês conhecem esse termo: “Amigo da onça”, que nada mais é do que “aquela criaturinha super fofa” que finge ser seu amigo, mas na verdade ele está apenas esperando uma oportunidade de te derrubar, pois a incapacidade dela é tão medíocre, que ela precisa ver os outros no chão junto dela para se sentir um “pouco melhor”.
Gente, pense num trocinho perigoso e sem futuro é o “amigo da onça”! Eles chegam de mansinho, gentil e educado, mais prestativo do que crush que quer te pegar. E com esse jeitinho fofo o “amigo da onça” vai adentrando a sua vida, investigando seus pontos fracos e fortes, para saber onde e quando atacar.
O “amigo da onça” está sempre “preocupado” com os seus problemas, não pode te encontrar que faz uma entrevista completa sobre a sua vida, dando conselhos e te amparando nos momentos ruins. Ele sempre vai estar do seu lado e sempre vai te apoiar, mesmo que você esteja prestes a fazer a maior merda de sua vida (atente para este detalhe, pois amigos de verdade, não são lagartixas de paredes e não ficam só balançando a cabeça afirmativamente para tudo quanto é merda que você faz ou pensa, amigos de verdade jogam na tua cara a opinião deles e não apoiam merda só pra te agradar. Um amigo de verdade prefere te ferir com uma verdade dura, do que te apoiar com mentiras e falsidades).
Agora o “amiguinho da onça”... Ah! Esse aí vai fazer de tudo para te levar para o buraco mesmo! Ele vai te prejudicar de todas as formas possíveis e até nas impossíveis, porque a gente tem uma mania boba de achar que o mal que não somos capazes de cometer, o outro também não será. É aí que a gente se ferra bonito! Porque “o outro” não só tem a capacidade de fazer o mal, como sentem imenso prazer em fazer e muitos vivem apenas para isso, para passar gente decente para trás, para tirar proveito da boa fé de quem acredita.
É uma triste realidade... Mas, existe um montão de vampiros disfarçados de pessoas queridas, esperando apenas o momento oportuno para sugar de você tudo que puder. Seu dinheiro, sua dignidade, sua fé nas pessoas...
Em conversas com duas amigas, uma virtual e outra real, mas que no momento está virtual, porque foi morar longe, falávamos exatamente sobre isto, a dificuldade de encontrar amigos de verdade hoje em dia, pois as pessoas de boa fé, estão cada vez mais cautelosas devido as rasteiras que já levaram, em contrapartida, as “amigas da onça”, estão cada vez mais “educadas, gentis e prestativas”. Separar lobo de cordeiro não é tarefa fácil! Demanda tempo, paciência e esperteza.
Na conversa, minha amiga virtual contou a experiência que teve com uma “amiga da onça” que entrou em sua vida, bancando a generosa e prestativa. A “amiga onça”, contratou a minha amiga para trabalhar para ela, até aí tudo ótimo! A moça se deslocava de sua residência para prestar o determinado serviço e recebia pelo mesmo. Daí, a “amiga onça” começou a investigar a vida pessoal da moça, e também a presenteava com coisas que não fazia mais uso, e assim a amizade seguia. Até que a “amiga onça” resolveu dar o bote! Mostrou sua verdadeira face! Começou a reduzir por conta própria o valor que tinha sido acordado, forçando a minha amiga a trabalhar mais e por menos dinheiro, visto que essa era a sua renda e quem trabalha por conta, sabe bem o sufoco que é pagar os boletos em dia para viver com dignidade.
As coisas não estão fáceis para ninguém e minha amiga segurou os valores mais baixos e os abusos da “amiga onça” até onde deu, mas quando ela não suportava mais e decidiu parar de executar o serviço, a “amiga onça” deu o golpe final denegrindo a imagem da moça para outros clientes com mentiras, transformando a vida da moça num pesadelo. Mas, por sorte, ela conseguiu enxergar seu algoz e conseguiu sair do circulo vicioso de uma “amizade” destrutiva.
Porque amigos de verdade, não tentam nos derrubar, não levam vantagem em cima de nossas necessidades. Valorizam o nosso trabalho, pois sabe que dele dependemos para sobreviver. Se você rala para sobreviver e alguém te pede para fazer um “precinho de amiga”, ela é da “onça”, pois, o amigo sabe o quanto cada centavo é importante para você e por este motivo, não vai querer tirar de você o que é justo.
O mundo está repleto de feras a espreita de pessoas desprevenidas, não seja mais uma vítima. Fique atenta aos sinais de “extrema gentileza e bondade das “zamigas””, elas podem ser onças!
Valorize o seu trabalho, valorize a vida, valorize seus verdadeiros amigos, SE VALORIZE!
Luciene Linhares
09 de Junho de 2018

RANÇO



"RANÇO:
Sentimento que se apodera de uma pessoa logo após ela enxergar o outro como verdadeiramente é."

Luciene Linhares