segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
domingo, 6 de janeiro de 2019
Etapas do divórcio – Parte 2
Etapas
do divórcio – Parte 2
Vamos
dar continuidade ao processo que ocorre com a maioria das pessoas que se
divorciam, ou simplesmente saem de um relacionamento...
(Lembrando
que cada caso é um caso, que cada pessoa é um mundo e que há um bilhão de
possibilidades e formas de agir e reagir num término, mas por experiência
própria e ao conversar com várias mulheres que passaram por um rompimento de
relacionamento, pude enxergar essas etapas na maioria dos términos. Muitas
mulheres optaram por não acabar o que estava acabado e vagam pela sociedade
como sombras. Vivenciando uma felicidade forjada para fotos de perfis em redes
sociais. O que as fizeram permanecer? Vários fatores, entre eles o medo de
enfrentar o desconhecido e principalmente o medo de perder a comodidade
financeira que uma “união” pode oferecer).
Quinta
etapa: Quando finalmente você enxerga que não tem culpa alguma pelo amor do
outro ter acabado e por ele não ser digno o suficiente para dizer isso de forma
direta e simples, pondo um fim no relacionamento e não na sua autoestima, você
começa a se enxergar e começa a ver o quanto você é preciosa e cheia de
virtudes.
E
nesse momento, todas as coisas que te machucavam deixam pouco a pouco de
existir, porque você percebe que não precisa da atenção e do amor de quem não
te ama para ser feliz. Você não só valoriza o seu corpo e sentimentos, você
começa a valorizar o seu tempo! E começa a usar o seu tempo não para tentar
agradar ou descobrir o que há de errado, mas para ser feliz.
E
a partir daí, coisas incríveis começam a acontecer em sua vida!
Porque
você volta a se pertencer! E não há nada mais prazeroso do que ser senhora de
si! Senhora de seus pensamentos, sentimentos e decisões.
Mas,
neste momento mágico de descoberta e restabelecimento do seu do amor próprio,
você passará por provas muito difíceis. Porque sair de um relacionamento não é
algo fácil! Sair de um relacionamento com filhos (ainda mais se forem de menor)
é difícil!
Agora
imagine sair de um relacionamento com filhos de menor e sem autonomia financeira?
É
algo parecido com a batalha que John Snow travou em Game of Thrones, para
recuperar o Norte! Ou seja, você terá duas opções: (Lutar com todas as forças,
criatividade e fé para ter independência financeira(SEU NORTE)) ou ficar no
limbo do comodismo (dependente de pensão/humilhação/privação).
A
hora da verdade chega nesse momento: Quando você analisa o que vai perder e o
que vai ganhar saindo de um relacionamento FALIDO EMOCIONALMENTE! Não nos cabe
julgar, mas há muitas mulheres e também homens, que preferem manter-se num
relacionamento falido emocionalmente, para manter os bens em segurança. E
assim, mesmo enxergando tudo que citei acima, a pessoa prefere continuar no
lugar de sempre... O cantinho da tristeza que veste PRADA.
E
tentam preencher seus vazios com jóias, roupas, viagens, carros...
Tiram
cada vez mais fotos com sorrisos forçados, talvez numa tentativa desesperada de
provar não só para os outros, mas também para si mesma que fez a escolha certa
e que está “feliz”. As vezes não precisa nem esperar a solidão da noite para
fazer uma reflexão do quanto se é infeliz, pois no momento que o cartão é
passado na maquineta e a compra aprovada, você já sabe o preço real daquele
objeto, ele está custando a oportunidade de ser feliz de verdade. A oportunidade
de se pertencer. A oportunidade de viver sem depender. Quanto ele vale isto pra
você?
Por
outro lado...
Quem
opta por pagar o preço da liberdade, sabe que terá que vencer batalhas diariamente,
porque não é fácil abrir mão de um conforto que você estava acostumada a ter,
mas olhar para seus filhos e saber que a sua opção trouxe consequências financeiras
para eles e que eles estão sendo privados de coisas que possuíam quando você
estava presa no relacionamento, traz uma dor difícil de suportar. Como mãe, nos
culpamos por tudo, sempre...
Esse
será um dos desafios a serem superados, porque você terá que ter fé, coragem e
força para batalhar e mudar a situação financeira em que passaram a viver após
o rompimento. Terá também que ter muita sensibilidade para conversar com seus
filhos, fazendo-os enxergar que o dinheiro não é tudo e que o melhor patrimônio
que podemos ter ou deixar para alguém é a nossa honestidade e exemplo de
dignidade. Para que eles possam aprender a diferenciar: Valor de Custo.
Muitas
mulheres, assim como eu mesma! Deixaram sua vida profissional para se dedicar a
criação dos filhos, para poder acompanhar o crescimento deles e com isso o
tempo vai passando e nossas oportunidades no mercado de trabalho vão ficando
cada vez mais complicadas. Acredito que como eu, quem fez essa escolha, não se
arrependeu, pois vivenciou da forma que desejava a maternidade, claro que isso
não é uma obrigação para todas as mulheres. Cada pessoa deve vivenciar o que
deseja e da sua forma, sem julgamentos. Não há certo ou errado em fazer as suas
próprias escolhas.
As
escolhas trazem suas respectivas consequências, obviamente! E para nós que não
priorizamos a carreira, temos que nos reinventar e buscar com todas as nossas
forças alternativas para sobreviver. Há uma infinidade de cursos online para
que possamos estudar e nos capacitar. Há também vagas de concursos públicos que
podem e devem ser buscados. O mercado de trabalho está difícil para todos, mas
não é impossível.
Cabe
a cada um buscar meios para mudar o que está vivendo e começar uma nova etapa.
Sair da zona de conforto exige mais do que coragem, exige fé! Você será
testado, se revista de gratidão pelo que possui, pois o mais importante você
pegou de volta, a parte que te faltava, a sua liberdade de ser quem é.
Luciene
Linhares
06 de Janeiro de 2019
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
ETAPAS DO DIVÓRCIO OU DESAMOR (COMO PREFERIR)
ETAPAS
DO DIVÓRCIO OU DESAMOR (COMO PREFERIR)
No texto anterior eu falei como o amor
morre diante de nossos olhos, sem que possamos fazer nada para tentar salvar,
pois amor é uma mão de via dupla e obrigatoriamente faz-se necessário que as
pessoas envolvidas queiram manter o amor vivo.
Segue agora algumas etapas do
desmoronamento de um relacionamento:
Primeira etapa: enxergar o processo do “desamor”,
é quando percebemos que aquele sentimento tão belo e ardente que nos fazia
feliz, se tornou morno, distante e vazio.
Segunda etapa: tentamos nos aproximar do
nosso amor, questionamos sobre o que está acontecendo e porque as coisas
mudaram tanto. Questionamos a frieza, o descaso, as horas a mais no celular e a
menos na cama. Questionamos os sigilos e senhas em todos os aparelhos
eletrônicos e como resposta padrão ouvimos: “Você está louca! Fica imaginando
coisas e me sufocando com seu ciúme doentio.”
Terceira etapa: depois de questionar com
a pessoa sobre os motivos de tanta frieza, entramos na neura da busca/CULPA! A
principio buscamos enlouquecidamente saber o motivo de tanta frieza e descaso recebido
pela pessoa que amamos. Ficamos dias, meses e até anos, tentando enxergar onde
erramos com o nosso amor. E essa busca insana segue em “quase” todas as
direções. Buscamos culpa em nosso comportamento, ao deixar o parceiro de lado
para cuidar dos filhos, da carreira, dos estudos ou dos afazeres domésticos. Depois,
analisamos nossos próprios corpos em frente ao espelho e questionamos se a
falta de atenção e amor é devido as mudanças que o tempo e os filhos deixaram. Nos
diminuímos para tentar caber no mundo do outro e isso só faz piorar a situação,
porque neste momento você de fato perde o amor da sua vida, O SEU AMOR PRÓPRIO!
Mas, calma!
Não é o fim!
Pelo menos não é o fim do seu AMOR
PRÓPRIO!
Quarta etapa: depois de se culpar até
pelo ataque as torres gêmeas no onze de setembro, tentando achar o erro para o
desamor do seu amor, você vai se sentir o pior ser humano da face da terra.
Eu sei que vai se sentir assim...
Porque você não vai conseguir encontrar em
você o erro e consequentemente, acerto ou fórmula mágica para trazer o encanto
do amor de volta. E isso vai te deixar muito mal...
Será meio que sua fase de luto! Você vai
ficar triste por ver que não há erros, mas no final de toda esta busca, será
libertador!
Acredite!
Você vai finalmente enxergar que não
errou!
E que a culpa não é sua pelo babaca que
está ao seu lado não conseguir enxergar a mulher fabulosa que você é. Vai
também perceber que não tem culpa de além dele ser um babaca, um fraco, um
covarde, um completo idiota incapaz de te dizer que “ACABOU O QUE SENTIA POR VOCÊ”
no momento que você o questionou inicialmente.
Ele poderia ter impedido toda a sua
busca por culpas e culpados, sendo apenas honesto com ambos e pondo um ponto
final no que já havia acabado, mas ele preferiu te deixar vagar pelas sombras
das dúvidas e solidão acompanhada.
Ps.: Pra o texto não ficar muito longo,
postarei as outras etapas do processo de divórcio em outra oportunidade.
Luciene Linhares
01 de Janeiro de 2019
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
MIGALHAS DE AMOR
MIGALHAS DE AMOR
O
amor não acaba, a gente acaba com o amor!
Essa
é a realidade de muitos relacionamentos e não adianta fazer birra e tentar
jogar a culpa no outro! Somos responsáveis pela morte do amor.
De
repente você conhece alguém super legal. Papo vai, papo vem e quando menos
espera, você está pensando nele mais do que deveria. As notificações no celular
são checadas com mais frequência e ansiedade do que nunca e a decepção ao ver
que a mensagem não é “daquela pessoa”, fica evidente em seu olhar, da mesma
forma que o brilho se irradia pelo seu sorriso quando é a mensagem tão
esperada.
Pouco
a pouco vocês vão se conhecendo e se aproximando cada vez mais, quando você
menos espera, essa pessoa já adentrou em sua vida de tal forma que fica difícil
imaginar fazer algo sem a companhia da mesma, pois as coisas mais bobas do seu
dia, já tem o toque e a leveza das piadas e brincadeiras que só os casais
apaixonados conseguem manter.
Em
meio a tudo isto, você percebe que se apaixonou perdidamente por esta pessoa e
isso faz com que você se dedique e faça de tudo para que a relação prossiga de
forma cada vez mais harmoniosa e feliz. Você dedica horas do seu dia pensando
ou fazendo algo para os dois e o mínimo que espera é que o outro faça o mesmo,
mas aí é que começa toda a confusão...
Somos
seres completamente distintos e como tal, reagimos e sentimos de forma
distinta! O que para um é de suma importância, para o outro passa totalmente
despercebido. Quem mais faz, mais cobra... E quanto mais cobra, menos o outro
faz. Pois, o outro não consegue enxergar com o olhar de quem tá cobrando e acha
que tudo o que recebe é por mérito.
Relacionamentos
é uma mão de via DUPLA!
Não
adianta justificar de que são “diferentes” e que cada um tem a sua forma de
expressar o amor que sente, pois amor sem “expressão” não é amor, é comodismo,
desleixo, descuido. É qualquer coisa, menos amor.
Um
dia alguém me disse que relacionamento é uma carroça onde os dois devem puxar
no mesmo sentido, caso contrário não sairiam do lugar. Discordo desse conceito,
amor não é uma carroça onde dois burros devem carregar os sentimentos como
verdadeiros fardos divididos em partes iguais para que possam prosseguir pela
jornada.
Amor
é cura, leveza e aconchego. Quando passa a ser peso a ser dividido, deixou de
ser amor e passou a ser apenas um fardo.
Obviamente
que ninguém quer carregar um fardo por muito tempo e é aí que o amor começa a
morrer. Mas, ele morre lentamente...
Morre
em cada mensagem não visualizada ou desconsiderada.
Morre
em ligações realizadas pela força do hábito e não do desejo de ouvir a voz do
ser amado.
Morre
nos pequenos gestos que deixam de ser feitos com a desculpa do cansaço.
Morre
nas pequenas e mais bobas coisas que são deixadas para trás, mas que faziam
toda a diferença no mundo do outro.
Quando
o amor está morrendo, os sentidos são anestesiados, o outro passa a não
enxergar as necessidades do ser amado, para de ouvir o apelo de quem ainda quer
salvar o que sobrou, troca o toque da pele pelo da tela do celular, o diálogo
harmonioso pela disputa de culpados e por fim, para de fazer sentido estar
juntos.
Nesse
processo, quem se doou, começa a recolher os seus pedaços de ilusão, que agora
se revelam como desilusão. E catando o que sobrou, vai se tornando inteiro de
novo. E quando isto acontece, põe um fim no sofrimento do amor que estava
morrendo e que agora se libertou.
Muitos
de vocês, que estão lendo este texto agora, com certeza já viveram situações
como esta, em que vocês fizeram de tudo para que aquele amor tão belo fosse
eterno. Mas, nem tudo acontece conforme desejamos, pois nem todos querem
cultivar um amor, muitos apenas o semeiam para ver nascer e esquecem que o amor
precisa ser cultivado e o deixam morrer por falta de cuidados e atenção.
E
as desculpas para esse desleixo com o amor semeado no peito alheio, são muitas,
entre elas:
“Você
cobra demais!”
Claro
que devemos sempre cobrar demais, porque não merecemos menos do que o que
doamos. Nosso tempo e sentimentos são valiosos demais para serem desperdiçados
por quem não sabe o que é o cultivo do amor.
Melhor
sacrificar um amor que não floresce por falta de cuidados, do que viver de
migalhas.
Luciene
Linhares
01
de Janeiro de 2019
terça-feira, 2 de outubro de 2018
Agressão não é expressão, você não tem esse direito!
Agressão
não é expressão, você não tem esse direito!
Semana
passada eu estava matando o tempo no Facebook quando vi uma atitude deplorável!
Uma amiga postou uma foto belíssima, na qual ela estava com maquiagem e um
largo sorriso. E não é que o sorriso atraiu a mesquinhez de uma pessoa que era “amigo
dela”, o amigo está entre aspas, porque a atitude dele não é nem de longe, de
um colega, muito menos de um amigo!
O
cara saiu de sua vidinha medíocre para insultar a moça gratuitamente! Ele expôs
sua opinião grosseira, dizendo que a minha amiga estava feia na foto e como se
não bastasse tanta falta de noção, ele ainda falou que as pessoas que a
elogiavam na foto eram hipócritas e que ele não iria se passar por hipócrita só
para agradar.
Ela
gentilmente apagou o comentário do sem noção.
Ele
insistiu na agressão e comentou novamente questionando o porque dela ter o
apagado o comentário dele.
Ela
retrucou, alegando que não precisava daquela opinião grosseira no Facebook dela.
Ele
continuou na viagem para o mundo dos sem noção e disse aquele velho bordão
defensor dos fracos, covardes e mal amados de plantão: “Eu tenho liberdade de
expressão e no momento em que você posta nas redes sociais me dá o direito de
opinar. Se não quer ouvir a opinião de ninguém, não poste nada.”
Gente,
pelo amor de Deus! Como uma criatura dessas pode ter acesso a tanta informação
e mesmo assim se manter tão ignorante e sem noção?
Em
primeiro lugar, ela apenas postou uma foto, não fez uma enquete perguntando se
estava ou não bonita. Ela não pediu a opinião de ninguém! Cabe a cada um de nós
que fazemos uso de redes sociais, o mínimo de bom senso e respeito. Você não é obrigada
a gostar ou admirar todo mundo, mas o respeito faz-se necessários em todas as
esferas da vida, incluindo a virtual.
As
pessoas se escondem em perfis fantasmas para mostrar quem realmente são. Há
ainda, aqueles que não se escondem, mas revelam seu lado mais obscuro e podre
sobre a forma mascarada de “verdades”, “minha opinião” ou “meu direito de
expressão”.
Ao
ler a sequencia de comentários deles eu não resisti, comentei em defesa de
minha amiga. Confesso que fui acometida por uma raiva imensa, mas antes de
lançar na rede toda a minha ira, eu dei uma fuçada no perfil do camarada e
desisti de ataca-lo.
Ao
olhar o perfil dele meus sentimentos foram de raiva a dó! Ele é um coitado
sobre vários aspectos. Uma pessoa amargurada e infeliz. Alguém que possui uma
vida medíocre, pois dedica seu tempo a destilar veneno gratuitamente.
Talvez
ele prefira agredir as pessoas para ter a falsa sensação de superioridade.
Vendo
o perfil dele, lembrei-me de um velho ditado que minha avó dizia... “Não vale a
pena chutar cachorro morto!”. Então, guardei o meu comentário e transformei-o
neste texto, que agora você está lendo.
Se
você sentir uma vontade imensa de comentar (agredir) as postagens dos
coleguinhas, reflita sobre sua própria vida. Veja se não está projetando no
outro a infelicidade que está em você.
E
se ainda assim, você ainda tá na dúvida se deve ou não comentar algo? Faça o
seguinte: imagine-se no lugar de quem vai receber o seu comentário. Como se
sentiria se fosse atacado gratuitamente?
E
se você que está lendo, é a parte agredida, perdoa, colega! Não chute cachorro
morto!
Luciene
Linhares
02
de Outubro de 2018
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Não se compare
Não se compare
O
simples ato de comparar já traz perda, pois no momento em que dedicamos tempo para
analisar o outro, seja de forma pejorativa ou favorável, estamos no colocando
num lugar que não nos é devido, o de juiz.
Isso
sem falar no reflexo que as nossas conclusões trarão.
Ontem
uma amiga ligou dizendo que não iria para um passeio, porque a pessoa que a
acompanhava estava “muito bem vestida” e ela estava se sentindo inferior e
infeliz. Não cabe a mim julgar os sentimentos dessa amiga, mas procurar
entender, afinal, quem um dia não se sentiu assim, meio fora do contexto,
devido a diferença de padrão social?
Quem
já passou pela experiência de ser olhado de forma “atravessada” porque não se
enquadrava nos “padrões”?
Nos
últimos anos muita coisa mudou, mas ainda há muito preconceito e hipocrisia
regendo as relações. E por mais que tentemos combater este mal, vez ou outra,
nos pegamos alimentando essa fera terrível que é o preconceito. Nos diminuímos para
caber em mundos pequenos!
No
momento em que paramos para fazer comparações, estamos nos diminuindo. Estamos
diminuindo nossa capacidade de compreensão de valores e inteligência, pois
somos criaturas ÚNICAS, e como tal, possuímos nosso próprio valor! Não somos melhores
do ninguém!
Não
é uma roupa ou um título que nos fará melhor ou pior do que ninguém.
Não é a cor da pele, a marca da roupa ou a
orientação sexual que fará uma pessoa melhor ou pior.
Todas
essas bobagens que nos fazem querer ser “melhor” do que o outro, nos afasta de
sermos quem deveríamos ser de verdade.
Eu
sei que falar é fácil, e que haverá situações em que cairemos no erro da
comparação, situações em que não teremos força para enxergar a beleza que há em
nós, mas sei também que estes momentos de cegueira são passageiros e que no
momento certo, abriremos os olhos para o que realmente importa.
Luciene
Linhares
25
de Setembro de 2018
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
No limiar da dor
No limiar da dor
Tão
impossível quanto mensurar a dor alheia é determinar o tempo pelo qual ela vai
permanecer. Em outro texto eu falei dos abusos que uma amiga sofria em seu
relacionamento e do quanto aquilo tudo me aborrecia, mas eu não podia sentir e
muito menos agir, por ela.
Não
podemos carregar o fardo que pertence ao outro...
Essa
é uma tarefa muito difícil de realizar quando vemos alguém sofrendo ao nosso
lado, mas há coisas e situações, que apenas as pessoas envolvidas podem
resolver. E para minha alegria, recebi a notícia de que ela finalmente saiu
daquele relacionamento abusivo. Ela saiu no tempo dela, da forma que achou
melhor e hoje está vivendo uma nova fase de sua vida, na verdade, ela finalmente
está vivendo...
Eu
tive o desprazer de assistir a uma sessão de xingamentos que tinha como único objetivo,
minar a autoestima da minha amiga. O marido dela a fazia sentir-se como um
lixo, pois só assim ela estaria no mesmo patamar ao qual ele pertence.
Trazê-la
para baixo com frases do tipo: “você é muito feia!”, “você está gorda demais!”,
“que mulher mais desmantelada é essa!”, “onde eu estava com a cabeça quando me
casei com você?”, “você é muito burra!”; era a forma que ele tinha de manipula-la.
Fazê-la
acreditar que não possuía valor, que era feia, burra e desmantelada, nada mais
era, do que, uma estratégia covarde de domínio e submissão. De tanto ouvir
aquilo, ela acabou acreditando! E com isto, ela achava que estar ao lado dele
era a melhor coisa a ser feita, a sua melhor opção. Afinal, quem iria querer
uma mulher feia, burra e desmantelada?
Os
dias foram passando e a minha amiga ia se tornando aquilo que o covarde
projetou nela. Ela se deixou abater e não se cuidava mais. Sua vida se resumia
a trabalhar muito para manter o seu marido. Engraçado, né?!... Um homem tão inteligente e cheio de virtudes
era incapaz de se manter financeiramente e precisava da ajuda da esposa para se
bancar.
Este
mesmo homem também possuía um gosto para jogos e diversões que tomavam muito do
seu tempo, “impossibilitando-o de estudar e buscar algo melhor”.
Enquanto
ele se divertia e a chamava de burra, ela se qualificava e crescia.
O
mais intrigante é que ele a destruía com palavras ao mesmo tempo em que a
acusava de traição. Se ele a considerava uma mulher tão feia, gorda e sem
valor, porque tinha ataques de ciúmes?
Porque
ele sabia o real valor da pessoa que estava ao lado dele. Sabia também que
tinha revertido os valores para manter a vida confortável. E sabia que no dia
em que ela enxergasse tudo o que ele covardemente fez, o relacionamento teria
um fim e ela voltaria a viver de forma plena, enxergando no espelho a baita
mulher que é. E foi isso o que aconteceu!
Eu
gostaria de dizer a vocês que ela despertou de repente e que viu o lixo que ele
era, mas não foi um processo tão simples assim. Ela foi enxergando aos poucos,
sempre relutando para não ver a verdade, pois o medo da solidão a incomodava, o
medo do desconhecido a apavorava! E sair de uma relação de anos é algo assustador
mesmo!
Mas,
um certo dia ela viu no computador, as provas de uma traição dele e finalmente
ela o enxergou de verdade, e viu que não queria mais estar ao lado de alguém
tão feio, burro e sem caráter. “O feitiço” de manipulação se quebrou e minha
amiga refez sua vida de forma leve e feliz!
Ei,
psiu! Você que está lendo isso agora e se viu na situação de minha amiga, não
espera uma traição para enxergar a sua beleza! Não permita que te rebaixem
apenas para se manterem no mesmo nível num relacionamento.
A
gente ama o que admira...
Então,
se não valoriza, não é amor!
Luciene
Linhares
24
de Setembro de 2018
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